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Piratininga

Grupo de acolhimento em Piratininga apoia mulheres beneficiárias do Auxílio-Aluguel

Iniciativa municipal em Piratininga (SP) oferece escuta qualificada e fortalecimento a mulheres vítimas de violência que recebem o Auxílio-Aluguel do governo estadual.

Mulheres beneficiárias do Auxílio-Aluguel participam de grupo de acolhimento em Piratininga (SP). A iniciativa municipal oferece escuta qualificada e fortalecimento a vítimas de violência. Foto: Agência SP

Raphael Nogueira Felix
26 de junho de 202614:38
Atualizado agora há pouco às 17:38

A Prefeitura de Piratininga, na região de Bauru, criou um Grupo de Apoio e Fortalecimento para mulheres em situação de violência que são beneficiárias do Auxílio-Aluguel, programa do Governo de São Paulo. A iniciativa tem como objetivo oferecer um espaço de escuta qualificada e promover o fortalecimento das participantes, contribuindo para romper o ciclo de violência e facilitar o acesso à rede de proteção.

O grupo é voltado para mulheres que recebem o benefício estadual, que concede R$ 500 mensais por até seis meses, prorrogáveis por igual período, para que possam se afastar de relações abusivas com segurança e dignidade. Em Piratininga, as participantes são encaminhadas pela Delegacia de Polícia, após a concessão de medidas protetivas, ou pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), quando procuram ajuda espontaneamente.

A metodologia do grupo inclui nove oficinas com temas como acolhimento, compreensão da violência, relações de gênero, desigualdade e direitos. A gestora de Assistência Social do município, Jamille Bento, explica que a abordagem é acolhedora e participativa, baseada nos direitos humanos e na não revitimização. As mulheres podem ingressar a qualquer momento e refazer os módulos perdidos.

O programa estadual já atendeu mais de 8,4 mil mulheres em todo o estado, com investimento de R$ 24,1 milhões. Na região de Bauru, 575 mulheres foram beneficiadas, com repasse de R$ 1,7 milhão. Os dados são da Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDS) e abrangem de fevereiro de 2025 a maio de 2026.

A diretora da Divisão Regional de Assistência e Desenvolvimento Social (DRADS) de Bauru, Angelita Maria da Costa, destaca que o grupo tem sido bem-sucedido, com muitas participantes permanecendo mesmo após superar a situação que motivou o auxílio. Isso evidencia o fortalecimento de vínculos e a relevância do espaço como estratégia de apoio e proteção.

Depoimentos de participantes ilustram o impacto positivo. Leila, de 56 anos, recebeu o Auxílio-Aluguel por um ano e afirma que o benefício foi essencial para manter as contas em dia após se separar do marido agressivo. Ela conta que o grupo lhe traz paz e ajuda na superação. Joana, de 48 anos, ainda recebe o auxílio e trabalha como diarista e vendendo pães. Para ela, o grupo fortalece e permite ajudar outras mulheres que passaram por situações semelhantes.

Para solicitar o benefício, é necessário ter medida protetiva, residir em São Paulo, estar em situação de vulnerabilidade e ter renda familiar de até dois salários mínimos. O cadastro é feito pela rede municipal de assistência social, e o valor é depositado em conta poupança social no Banco do Brasil.

A secretária de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém, ressalta que o Auxílio-Aluguel é uma ferramenta de autonomia e dignidade, oferecendo condições concretas para que as mulheres possam recomeçar longe do medo. A iniciativa em Piratininga é um exemplo de como a política pública pode ser integrada a ações locais de acolhimento.

Fonte de referência: Agência SP — https://www.agenciasp.sp.gov.br/piratininga-cria-grupo-de-acolhimento-a-mulheres-que-recebem-auxilio-aluguel/

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