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São Paulo

Justiça paulista aprova recuperação judicial do Grupo Marabraz com dívida de R$ 140 milhões

Decisão da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo suspende execuções por 180 dias e dá 60 dias para apresentação do plano de recuperação.

marabraz pedido judicial dívidaFoto: Reprodução
Raphael Nogueira Felix
28 de outubro de 202617:10
Atualizado agora há pouco às 20:10

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) deferiu, na terça-feira (27/10), o pedido de recuperação judicial do Grupo Marabraz, que declarou dívida total de R$ 140 milhões. A decisão é da juíza Fernanda Perez Jacomini, da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo.

O grupo empresarial é formado pelas empresas Comercial de Móveis Jordanésia, Comercial Móveis das Nações, Comercial Zena Móveis, Monta Móveis e SVC Jaraguá. Com o deferimento, ficam suspensas por 180 dias as execuções de dívidas já constituídas, incluindo retenções, arrestos, penhoras, sequestros, buscas e apreensões e constrições judiciais ou extrajudiciais sobre bens das devedoras.

A Justiça concedeu prazo de 60 dias para que o grupo apresente aos credores o plano de recuperação. A cada 30 dias, a empresa deverá prestar contas demonstrativas do balanço. Os credores, por sua vez, devem apresentar suas habilitações de crédito ao administrador judicial, função atribuída à Deloitte.

O pedido de recuperação judicial foi protocolado em meados de agosto. Na ocasião, a empresa atribuiu as dificuldades financeiras à alta persistente dos juros e a disputas societárias e familiares. Segundo a companhia, historicamente a família captava recursos no mercado financeiro para expandir e exercer suas atividades.

A Marabraz afirmou que a medida tem o objetivo de preservar a continuidade das operações e representa uma decisão responsável para promover a reestruturação dos negócios, organizar compromissos e criar condições para a continuidade das atividades.

A decisão ocorre em um contexto de endividamento de redes varejistas no país. A recuperação judicial permite que a empresa reorganize suas finanças sob supervisão judicial, mantendo as operações enquanto negocia com credores.

Procurada, a assessoria do Grupo Marabraz não informou se há previsão de fechamento de lojas ou demissões. O plano de recuperação, que deve detalhar as medidas de reestruturação, será analisado pelos credores e pela Justiça.

O caso segue em tramitação na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, sob responsabilidade da juíza Fernanda Perez Jacomini.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/justica-de-sp-aceita-pedido-de-recuperacao-judicial-do-grupo-marabraz

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