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Prefeito de Saltinho é alvo de denúncia por suposto assédio eleitoral nas eleições de 2026

Helinho Bernardino (PL) teria enviado mensagens a morador indicando candidatos um dia antes do primeiro turno; prefeitura não respondeu.

Prefeito de Saltinho, do PL, é acusado por crime de assédio eleitoralFoto: Reprodução/Redes Sociais
Raphael Nogueira Felix
28 de outubro de 202617:42
Atualizado agora há pouco às 20:42

O prefeito de Saltinho, no interior de São Paulo, Helinho Bernardino (PL), foi denunciado por suposto crime de assédio eleitoral durante as eleições de 2026. A denúncia, enviada de forma anônima ao portal Metrópoles, aponta que ele teria orientado um morador sobre em quem votar nas eleições gerais, um dia antes do primeiro turno, realizado em 4 de outubro.

De acordo com a reportagem, a denúncia inclui um print de uma conversa no WhatsApp em que o prefeito indica candidatos a deputado federal, deputado estadual e senador. Entre os nomes citados estariam os então candidatos Carlos Sampaio (PSD), Alex Madureira (PL), André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP). Ao final da mensagem, Helinho teria escrito: «Conto com você e você sabe que pode contar comigo».

A acusação se baseia em mensagens enviadas em 3 de outubro de 2026, véspera do primeiro turno das eleições gerais. O conteúdo foi encaminhado à imprensa por uma fonte que não se identificou. O prefeito não se manifestou publicamente sobre as acusações até a publicação desta matéria.

Helinho Bernardino foi reeleito em 2024 com 74,74% dos votos válidos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Saltinho é conhecida por ser uma das cidades mais alinhadas ao bolsonarismo no estado de São Paulo. Nas eleições de 2026, o município registrou 80,22% dos votos para Flávio Bolsonaro no primeiro turno, percentual semelhante ao obtido por Jair Bolsonaro em 2022, quando alcançou 81,21% dos votos válidos.

Além das mensagens atribuídas ao prefeito, a denúncia incluía outro print, desta vez relacionado à servidora pública Daiane Menochelli. Nomeada por Helinho em janeiro de 2025 para um cargo comissionado, ela atua como assessora de departamento na área de Recursos Humanos. A imagem seria de um story publicado no Instagram após o segundo turno, em que Flávio Bolsonaro foi derrotado por Lula (PT) por uma diferença de 4,4 milhões de votos.

Na postagem, Daiane demonstra indignação com o resultado e defende uma divisão do país entre «Brasil do Norte» e «Brasil do Sul». Segundo a reportagem, a servidora afirma que a cidade «só funciona» porque é governada por pessoas que sabem trabalhar e declara: «Aqui ninguém é encostado!».

A Prefeitura de Saltinho foi procurada pela reportagem para comentar as acusações, mas não havia se manifestado até a conclusão da matéria. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.

O assédio eleitoral é caracterizado pela prática de constranger ou orientar eleitores a votar em determinados candidatos, especialmente quando envolve relação de poder ou subordinação. A legislação eleitoral prevê punições para casos comprovados, que podem incluir multas e outras sanções. A denúncia ainda não foi formalmente apresentada à Justiça Eleitoral, segundo as informações disponíveis.

Saltinho, com cerca de 8 mil habitantes, fica na região de Piracicaba e tem se destacado no cenário político por seus índices eleitorais fortemente concentrados em candidatos de direita. A denúncia surge em um contexto de acirrada disputa política nacional e de crescente escrutínio sobre a conduta de agentes públicos durante o período eleitoral.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/prefeito-de-saltinho-do-pl-e-denunciado-por-crime-de-assedio-eleitoral

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