A manifestação intitulada A Luta Não Para, realizada na noite desta terça-feira (13) no Largo da Batata, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo, reuniu apoiadores da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e apresentou um tom mais assertivo em relação à oposição. O evento ocorreu sob frio e chuva leve, um dia após uma mobilização de maior porte no domingo (11).
Entre os presentes estavam nomes como Erika Hilton (PSol), Luna Zarattini (PT), Eduardo Suplicy (PT), Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB) e Fernando Haddad (PT). Também participaram o ator João Guilherme e a atriz Samara Felippo, que fizeram breves pronunciamentos em defesa da democracia e de políticas públicas.
Em uma das falas, João Guilherme afirmou que a esperança não pode ser tratada como ingenuidade e defendeu a importância da educação para a consciência de classe. «A gente está aqui hoje pela democracia. Não é direita, não é esquerda, é sobre democracia», declarou.
O deputado estadual eleito Leonardo Grandini (PT-SP) mencionou uma agressão anterior a Lucas Pavanato (PL), o que provocou reação da plateia. Em seguida, o petista disse: «Isso! Chega de esquerda paz e amor.» A frase foi interpretada como um chamado por um discurso mais firme.
A deputada Erika Hilton criticou a postura de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, que afirmou que votará a favor do fim da escala 6x1 após articular o adiamento da votação. Ela questionou se o posicionamento garante a efetiva implementação da medida.
Durante o ato, o repórter João Vitor Revedilho, da Jovem Pan, foi alvo de objetos e ofensas, sendo retirado por seguranças. Em nota ao Metrópoles, os organizadores repudiaram as agressões contra a equipe de imprensa e informaram que lideranças políticas prestaram solidariedade ao profissional.
O episódio ofuscou parcialmente os discursos programados e gerou repercussão entre os participantes. A organização não detalhou medidas adicionais sobre o ocorrido até a publicação desta matéria.
A manifestação ocorreu em um contexto de acirramento político, com a proximidade do segundo turno das eleições. Lideranças presentes reforçaram a necessidade de mobilização e convencimento de eleitores que não compareceram ao primeiro turno.
O ato também foi marcado por críticas à oposição e por apelos por uma postura mais combativa, em contraste com a chamada esquerda paz e amor. A expressão foi usada por Grandini e repercutiu entre os presentes.
Até o fechamento desta edição, não havia informações sobre investigação do caso envolvendo o jornalista. A reportagem procurou os organizadores para novos esclarecimentos e aguarda retorno.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/acabou-esquerda-paz-e-amor-ato-pro-lula-na-faria-lima-endurece-discurso

