Um repórter da Jovem Pan foi hostilizado por participantes de um ato político realizado no Largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo, na noite desta terça-feira (13/10). O jornalista João Vitor Revedilho fazia uma passagem ao vivo quando foi alvo de objetos arremessados e ofensas dirigidas à emissora.
A transmissão precisou ser interrompida após o repórter relatar que não conseguia permanecer no ar diante da hostilidade. Durante o ocorrido, pessoas que estavam atrás dele também proferiram palavrões contra a equipe de jornalismo.
Em determinado momento, Revedilho informou aos telespectadores que a situação impedia a continuidade do trabalho. «Não consigo falar mais, a gente está sendo muito hostilizado aqui. Estão tacando várias coisas, ofensas, e a gente não consegue entrar no ar», declarou o jornalista, que se desculpou com o apresentador Thiago Uberreich e com o público.
Após a interrupção, uma equipe de segurança do evento acompanhou o profissional até uma área coberta, onde ele pôde se abrigar. Não há registro de feridos graves até o momento da publicação desta reportagem.
O Metrópoles procurou a campanha do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), um dos organizadores do ato no Largo da Batata, para solicitar um posicionamento sobre a hostilização ao jornalista. Até a última atualização, não havia resposta, e o espaço permanecia aberto para manifestações.
O episódio ocorre em um contexto de crescente tensão entre manifestantes e profissionais de imprensa durante eventos políticos no país. Casos semelhantes têm sido registrados em diferentes atos públicos, o que levanta discussões sobre a segurança de jornalistas em coberturas de rua.
A Jovem Pan ainda não divulgou nota oficial sobre o ocorrido. A emissora costuma orientar suas equipes a priorizar a integridade física dos repórteres em situações de risco, interrompendo transmissões quando necessário.
O Largo da Batata é um ponto tradicional de concentração de manifestações na capital paulista e tem recebido atos políticos com frequência nos últimos meses. A região conta com efetivo de segurança pública e equipes de apoio contratadas pelos organizadores.
A hostilização a jornalistas durante coberturas ao vivo configura obstáculo ao exercício da profissão e à liberdade de imprensa, princípios garantidos pela Constituição. Entidades representativas da categoria costumam repudiar episódios desse tipo e cobrar apuração das responsabilidades.
O Metrópoles segue acompanhando o caso e atualizará a matéria caso haja novos desdobramentos ou manifestações dos envolvidos.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/reporter-da-jovem-pan-e-hostilizado-em-ato-pro-lula-em-sao-paulo

