A Polícia Civil de Birigui, no interior de São Paulo, instaurou investigação para apurar a conduta do pai de Guilherme Correa Lima, bebê de 1 ano e 8 meses que morreu após ser atropelado em frente à residência da família no último sábado (19). O caso é tratado como homicídio culposo na direção de veículo automotor, quando não há intenção de matar.
De acordo com o delegado responsável, a legislação civil atribui aos responsáveis o dever de proteção e cuidado da criança. Por isso, a polícia busca esclarecer se houve omissão por parte do pai no episódio. As autoridades ainda não ouviram os pais formalmente, considerando o momento delicado da família.
Os responsáveis serão notificados nos próximos dias para prestar depoimentos e colaborar com as apurações. A polícia informou que o contato imediato foi evitado para não interferir no luto dos familiares.
Segundo o relato inicial, um carro parou em frente à casa da família para que o passageiro conversasse com o pai da criança, que é amigo do homem que ocupava o banco ao lado do motorista. O pai saiu para conversar e, ao término do diálogo, ninguém percebeu que o menino havia deixado a residência e se posicionado na frente do veículo.
O motorista então acelerou e atropelou a criança, que não resistiu. O passageiro do carro já foi ouvido e figura como testemunha do caso. A dinâmica do acidente segue sendo apurada pela equipe policial.
Além da conduta do pai, os investigadores verificam se o condutor do veículo havia ingerido bebida alcoólica antes de dirigir. O caso foi registrado como homicídio culposo, e a polícia não descarta outras linhas de apuração.
A Polícia Civil de Birigui não divulgou prazos para a conclusão do inquérito. Novas oitivas devem ocorrer após a notificação dos envolvidos, incluindo o pai da criança e o motorista.
O episódio reacende o debate sobre a responsabilidade de adultos na supervisão de crianças pequenas em áreas próximas a vias de circulação. Especialistas em segurança viária defendem atenção redobrada em ruas residenciais, onde veículos podem se movimentar de forma inesperada.
A reportagem procurou a defesa dos envolvidos e o delegado responsável para novos esclarecimentos. O espaço permanece aberto para manifestações. O caso segue sob sigilo de investigação.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/policia-civil-apura-omissao-de-pai-de-bebe-atropelado-na-frente-de-casa

