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Atibaia

Família de filho de dirigente do PL relata agressão por guardas municipais em Atibaia

Jovem de 27 anos afirma ter sido espancado por agentes da GCM; boletim registra resistência e uso moderado da força. Investigação segue em andamento.

Foto colorida de fachada da Delegacia de Atibaia, interior de São Paulo. Google Street View
Raphael Nogueira Felix
22 de setembro de 202620:56
Atualizado agora há pouco às 23:56

A família de Kélcio Bruno Pires Horiguela, de 27 anos, afirma que ele foi agredido por guardas municipais na noite da última quinta-feira (17/9), em Atibaia, no interior de São Paulo. O jovem é filho de Maurício Morales Horiguela, vice-presidente regional do Partido Liberal (PL).

Segundo relato da mãe, Maria Lourdes Pires Horiguela, o episódio ocorreu na Rua Adolfo André, altura do número 792, a cerca de um quilômetro da base da Guarda Civil Municipal (GCM). A família sustenta que ele foi abordado de forma truculenta e agredido com socos e chutes na cabeça.

A versão da família é de que a abordagem teria sido motivada por uma denúncia de que o jovem estaria perseguindo uma mulher. De acordo com Maria Lourdes, o filho conversava com uma moça, que entrou em um ônibus, e ele tentou recuperar o telefone dela. Em seguida, houve a denúncia de que ele a estaria seguindo.

A mãe do jovem afirmou que, apesar dos ferimentos, ele está se recuperando em casa. Ela classificou as agressões como «um absurdo» e reforçou que o filho foi espancado pelos agentes.

Já a versão registrada no boletim de ocorrência, único documento oficial sobre o caso, aponta que os guardas foram acionados por uma mulher que desembarcou de um ônibus e disse estar sendo perseguida por um indivíduo em uma moto. O registro policial menciona que «os guardas procederam a abordagem do indivíduo, momento em que este passou a demonstrar comportamento exaltado, recusando-se a acatar as determinações legais».

O boletim foi registrado como resistência e indica que foi necessário o emprego de uso moderado da força pelos agentes. O documento não detalha a extensão dos ferimentos ou se houve atendimento médico no local.

O Metrópoles procurou o secretário de Segurança Pública de Atibaia para comentar o caso, mas não obteve retorno até a conclusão da matéria. A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) também foi questionada sobre o andamento das investigações e ainda não respondeu.

As informações sobre o caso são divergentes e a investigação segue em andamento. Não há confirmação oficial sobre a dinâmica dos fatos ou sobre eventuais responsabilizações.

O espaço permanece aberto para manifestações das autoridades e dos envolvidos. Novas informações podem ser incorporadas à medida que a apuração avançar.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/filho-de-vice-presidente-do-pl-diz-ter-sido-espancado-por-gcms-no-interior

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