A família de Kélcio Bruno Pires Horiguela, de 27 anos, afirma que ele foi agredido por guardas municipais na noite da última quinta-feira (17/9), em Atibaia, no interior de São Paulo. O jovem é filho de Maurício Morales Horiguela, vice-presidente regional do Partido Liberal (PL).
Segundo relato da mãe, Maria Lourdes Pires Horiguela, o episódio ocorreu na Rua Adolfo André, altura do número 792, a cerca de um quilômetro da base da Guarda Civil Municipal (GCM). A família sustenta que ele foi abordado de forma truculenta e agredido com socos e chutes na cabeça.
A versão da família é de que a abordagem teria sido motivada por uma denúncia de que o jovem estaria perseguindo uma mulher. De acordo com Maria Lourdes, o filho conversava com uma moça, que entrou em um ônibus, e ele tentou recuperar o telefone dela. Em seguida, houve a denúncia de que ele a estaria seguindo.
A mãe do jovem afirmou que, apesar dos ferimentos, ele está se recuperando em casa. Ela classificou as agressões como «um absurdo» e reforçou que o filho foi espancado pelos agentes.
Já a versão registrada no boletim de ocorrência, único documento oficial sobre o caso, aponta que os guardas foram acionados por uma mulher que desembarcou de um ônibus e disse estar sendo perseguida por um indivíduo em uma moto. O registro policial menciona que «os guardas procederam a abordagem do indivíduo, momento em que este passou a demonstrar comportamento exaltado, recusando-se a acatar as determinações legais».
O boletim foi registrado como resistência e indica que foi necessário o emprego de uso moderado da força pelos agentes. O documento não detalha a extensão dos ferimentos ou se houve atendimento médico no local.
O Metrópoles procurou o secretário de Segurança Pública de Atibaia para comentar o caso, mas não obteve retorno até a conclusão da matéria. A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) também foi questionada sobre o andamento das investigações e ainda não respondeu.
As informações sobre o caso são divergentes e a investigação segue em andamento. Não há confirmação oficial sobre a dinâmica dos fatos ou sobre eventuais responsabilizações.
O espaço permanece aberto para manifestações das autoridades e dos envolvidos. Novas informações podem ser incorporadas à medida que a apuração avançar.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/filho-de-vice-presidente-do-pl-diz-ter-sido-espancado-por-gcms-no-interior

