UrgenteAssessora de Jilmar Tatto é ex-mulher de operador financeiro ligado ao PCC
← Voltar

São Paulo

Assessora de Jilmar Tatto é ex-mulher de operador financeiro ligado ao PCC

Roseli Caires Oliveira Martins, assessora do deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP), é ex-mulher de Leonel Moreira Martins, apontado como operador financeiro de esquema que envolve lavagem de dinheiro do PCC em concessão de ônibus.

Foto: Patricia Domingos/Alesp

Raphael Nogueira Felix
27 de junho de 202602:28
Atualizado agora há pouco às 05:28

Investigação da Polícia Civil de São Paulo revelou conexões entre o deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP) e um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte público da capital. Documentos obtidos mostram que Roseli Caires Oliveira Martins, assessora do parlamentar, foi companheira de Leonel Moreira Martins, apontado como operador financeiro da organização criminosa.

Roseli é mãe de Ingrid Caires Martins Bernardino, que recebeu repasses da empresa Transunião Transportes S.A., responsável por operar 50 linhas de ônibus na zona leste de São Paulo. A empresa teria sido usada para lavar dinheiro do tráfico de drogas, segundo a polícia.

Os repasses a Ingrid ocorreram por meio de duas empresas: I.C. Martins Calçados e ICM Transportes de Passageiro e Locação de Veículos Eireli. O objetivo, conforme a investigação, era ocultar o patrimônio e lavar recursos ilícitos.

Ingrid é casada com Ademilson Bernardino Pinto, irmão de Osiel Bernardino Pinto, ex-diretor-presidente e atual membro do conselho da Transunião. A relação familiar reforça as suspeitas de envolvimento no esquema.

A investigação que resultou na prisão do vereador Senival Moura (PT) também cita Jilmar Tatto, vice-presidente da Executiva Nacional do PT. O deputado afirmou que Roseli é líder comunitária de Cidade Tiradentes e que a contratou como assessora após ela ter ajudado em sua campanha eleitoral de 2022.

Em nota, Tatto disse que aguardará o desenrolar das investigações para decidir sobre a permanência da assessora no cargo. A Transunião, por sua vez, nega irregularidades e afirma que todas as operações são legais.

A Polícia Civil continua as investigações para identificar outros envolvidos e esclarecer a extensão do esquema de lavagem de dinheiro que teria beneficiado o PCC.

Fonte de referência: www.metropoles.com — https://www.metropoles.com/sao-paulo/operador-onibus-jilmar-tatto

Jilmar TattoPCClavagem de dinheirotransporte públicoSão PauloPTia-auto