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Santos

Família de engenheiro morto em Santos doa quatro órgãos e salva vidas; suspeito é preso

Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, teve rim, pâncreas, fígado e córneas doados. Um lutador de boxe foi detido sob suspeita de participação nas agressões, investigadas como latrocínio.

Jovem agredido Santos esquerda atoFoto: Reprodução/Redes
Raphael Nogueira Felix
27 de outubro de 202618:00
Atualizado agora há pouco às 21:00

A família do engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, autorizou a doação de quatro órgãos dele após a morte decorrente de agressões sofridas durante um ato político na cidade de Santos, no litoral paulista. A informação foi confirmada ao Metrópoles pelo pai da vítima.

Foram doados rim, pâncreas, fígado e córneas, segundo o relato do pai de Marcelo. «Ele conseguiu salvar quatro vidas», declarou o familiar à reportagem, após o procedimento de captação ser concluído na terça-feira (27/10).

A Polícia Civil de São Paulo investiga o caso como latrocínio, uma vez que a vítima teve o celular e outros pertences levados durante a ação. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou a subtração dos objetos.

Também na terça-feira, um lutador de boxe identificado como Kauan foi preso sob suspeita de participar das agressões. De acordo com as autoridades, outros envolvidos já foram identificados e as diligências prosseguem para esclarecer a dinâmica dos fatos.

O caso ganhou repercussão após a morte de Marcelo, que era engenheiro ambiental e participava de um ato político na cidade. A polícia apura as circunstâncias da agressão e a motivação, sem descartar nenhuma linha investigativa.

A doação de órgãos foi destacada pela família como uma forma de preservar o legado da vítima. A atitude pode beneficiar até quatro pacientes que aguardavam por transplantes, conforme informado.

As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil, que deverá ouvir testemunhas e analisar imagens de câmeras de segurança para identificar todos os participantes da ocorrência.

A SSP informou que a vítima foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. O órgão não divulgou detalhes sobre o estado de saúde dos receptores dos órgãos doados.

O Metrópoles procurou a defesa do suspeito preso, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações.

A família de Marcelo de Oliveira Rocha não se pronunciou publicamente além da confirmação da doação. O caso continua em apuração pelas autoridades competentes.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/salvou-4-vidas-familia-doa-orgaos-de-engenheiro-morto-apos-ato-pro-lula

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