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São Paulo amplia uso de câmeras inteligentes para notificar agressores com medidas protetivas

Prefeitura e Ministério Público firmam acordos para usar o sistema Smart Sampa na localização de alvos de medidas protetivas e no combate ao crime organizado.

Smart Sampa: câmeras serão usadas para localizar alvos de medida protetivaFoto: MPSP/Divulgação
Raphael Nogueira Felix
27 de outubro de 202619:45
Atualizado agora há pouco às 22:45

A Prefeitura de São Paulo e o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) assinaram nesta terça-feira (27) dois acordos de cooperação que ampliam o compartilhamento de imagens do programa Smart Sampa, sistema de reconhecimento facial por câmeras de segurança em operação na capital. A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles.

Um dos acordos prevê o uso da ferramenta para identificar e localizar agressores que sejam alvos de medidas protetivas, com o objetivo de fortalecer o enfrentamento à violência contra a mulher. A iniciativa integra o programa Alerta de Proteção Integrada e terá vigência de 60 meses.

Segundo dados da Promotoria de Justiça de Enfrentamento à Violência Doméstica da Capital, um em cada dois alvos de medidas protetivas baseadas na Lei Maria da Penha não é notificado, mesmo após quase cinco meses da decisão judicial. Em 63% dos casos, a demora é atribuída à morosidade da Justiça; nos outros 37%, o agressor não é encontrado nos endereços informados — parcela que a nova parceria pretende alcançar.

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) explicou que o banco de dados de agressores ainda não notificados será inserido no Smart Sampa. Quando um deles passar por uma das câmeras do programa, será acionado um protocolo para que a Guarda Civil Municipal (GCM) se desloque até a pessoa e realize a notificação.

«Mais um passo importante contra a criminalidade e na proteção às mulheres», afirmou o prefeito durante coletiva após a assinatura dos acordos.

O segundo acordo foi firmado com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPSP e prevê o fornecimento de imagens do Smart Sampa para auxiliar investigações contra o crime organizado. Inicialmente, o convênio com o Gaeco terá duração de 12 meses.

As negociações entre os órgãos já estavam em andamento desde o final do ano passado. O sistema Smart Sampa reúne cerca de 58 mil câmeras espalhadas pela capital paulista.

«O combate ao crime organizado e o enfrentamento à violência contra a mulher são as duas pautas prioritárias em termos de segurança pública. Com essa parceria, o Smart Sampa ganha um potencial gigantesco nas nossas investigações», destacou o prefeito.

A ampliação do uso do reconhecimento facial para localização de pessoas procuradas pela Justiça levanta debates sobre privacidade e eficácia, mas as autoridades envolvidas defendem que a medida agiliza o cumprimento de decisões judiciais e amplia a proteção às vítimas de violência doméstica.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/smart-sampa-cameras-serao-usadas-para-localizar-alvos-de-medida-protetiva

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