O PSDB, que por décadas foi uma das principais forças políticas do Brasil e de São Paulo, voltou a registrar perdas significativas nas eleições de 2026. No estado, o partido conseguiu eleger somente um deputado federal e um deputado estadual, resultado que evidencia a redução de sua presença no Legislativo paulista.
Os únicos eleitos pela sigla foram o casal Paulo Serra, ex-prefeito de Santo André e presidente do diretório estadual do PSDB, que assumirá uma cadeira na Câmara dos Deputados, e Ana Carolina Serra, reeleita para o segundo mandato como deputada estadual.
A queda é mais acentuada na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), onde o partido perdeu oito representantes em relação ao pleito de 2022. Diversos parlamentares que haviam sido eleitos pelo PSDB migraram para outras legendas, como PSD, Republicanos e União Brasil, antes da disputa deste ano.
Entre os exemplos, Bruna Furlan conseguiu a reeleição, mas pelo Republicanos. Já Carla Morando, Rogério Nogueira, Analice Fernandes, Barros Munhoz e Mauro Bragato foram reeleitos pelo PSD. Carlão Pignatari, também migrado para o PSD, não disputou novo mandato, enquanto Maria Lúcia Amary tentou a reeleição, mas não obteve êxito.
O único dos nove ex-representantes tucanos na Alesp que permaneceu no partido foi Vinicius Camarinha, que deixou a Casa para assumir a Prefeitura de Marília em 2024. Na Câmara dos Deputados, a sigla perdeu duas cadeiras: Paulo Alexandre Barbosa e Carlos Sampaio até se reelegeram, mas já filiados ao PSD. Vitor Lippi, que também trocou o PSDB pelo PSD, não conseguiu novo mandato.
No Senado, o cenário não é diferente. O PSDB não lançou candidato próprio ao Senado por São Paulo nas últimas três eleições. A última representante foi Mara Gabrilli, eleita em 2018, que também deixou a sigla rumo ao PSD em 2023.
A trajetória de enfraquecimento contrasta com o passado recente. O PSDB governou São Paulo por décadas, com nomes como Mário Covas, Geraldo Alckmin, José Serra, João Doria, Bruno Covas e Rodrigo Garcia. A debandada de quadros para siglas de centro é apontada como um dos fatores que explicam a desidratação do partido em todas as esferas.
Mesmo a federação formada com o Cidadania em 2022 não foi suficiente para conter a perda de representatividade. O Cidadania, integrante da coligação, não elegeu nenhum deputado federal ou estadual por São Paulo neste pleito.
Um dos símbolos desse declínio é o deputado federal Aécio Neves, que não ocupará cargo eletivo pela primeira vez desde 1987. O resultado consolidado das urnas em 2026 reforça o encolhimento de uma legenda que já foi protagonista do cenário político nacional e paulista.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/tucanos-em-extincao-psdb-elege-so-um-deputado-federal-e-um-estadual-em-sp

