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Agro, assessores e bilionários: quem financia as campanhas de Tarcísio e Haddad em SP

Levantamento do DivulgaCand mostra que os dois principais candidatos ao governo de São Paulo somam quase R$ 25 milhões em doações, com destaque para repasses partidários e contribuições de empresários e assessores.

Agro, assessores e bilionários: quem doa para Tarcísio e Haddad em SP. Diogo Zacarias/Divulgação Campanha Fernando Haddad e Jessica Bernardo/Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
4 de setembro de 202603:10
Atualizado agora há pouco às 06:10

A menos de um mês das eleições, os dois principais postulantes ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT), já acumulam juntos quase R$ 25 milhões em recursos de campanha. Os dados são do sistema DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e consideram tanto repasses dos partidos quanto doações de pessoas físicas.

A maior fatia desse montante vem das legendas. Tarcísio recebeu R$ 7,8 milhões da direção nacional do Republicanos e mais R$ 1 milhão da executiva estadual. Já Haddad contou com R$ 12 milhões enviados pelo diretório nacional do PT. Ainda assim, as doações individuais ganham relevância por revelar o perfil dos apoiadores.

No caso do atual governador e candidato à reeleição, as doações de pessoas físicas somam pouco mais de R$ 3,5 milhões, distribuídas em 26 contribuições. Os maiores valores individuais vieram dos empresários Helio e Salo Davi Seibel, donos da distribuidora Leo Madeiras, que doaram R$ 595 mil cada. Os irmãos também aparecem como doadores de campanhas de Ricardo Salles (Novo), Nikolas Ferreira (PL-MG), Kim Kataguiri (Missão-SP) e Tabata Amaral (PSB-SP).

Outras duas doações de R$ 500 mil foram feitas ao governador. Uma partiu do empresário do agronegócio Guilherme Mognon Scheffer e a outra de Fernando de Castro Marques, dono do grupo farmacêutico União Química. Essas contribuições ajudam a financiar a estrutura de campanha de Tarcísio, que lidera as pesquisas de intenção de voto.

Do lado de Haddad, as doações individuais são bem mais modestas: R$ 15 mil no total, vindas de três assessores que contribuíram com R$ 5 mil cada. Os nomes são Cilene Maria Obici, Maricy Ribeiro Mazzei e Luiz Martino Turco, todos ligados ao diretório estadual do PT em São Paulo. O valor contrasta com os R$ 12 milhões repassados pelo partido, evidenciando a dependência do candidato em relação à máquina partidária.

Na disputa anterior pelo governo paulista, Haddad recebeu R$ 1,6 milhão do presidente Lula e outros R$ 40 mil da escritora Beatriz Sawaya Botelho Bracher, filha do fundador do Banco B.B.A., Fernão Bracher. Já na campanha de 2022 de Tarcísio, os principais doadores foram Fabiano Zettel, investigado na operação Compliance Zero e cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o advogado Otto Medeiros de Azevedo Junior, cada um com R$ 2 milhões.

O TSE estabeleceu um teto de gastos de R$ 26,6 milhões para o primeiro turno da disputa ao Palácio dos Bandeirantes. As eleições estão marcadas para 4 de outubro. A divulgação dos dados de arrecadação é uma forma de dar transparência ao processo eleitoral e permitir que o eleitor acompanhe quem financia as campanhas.

Especialistas em direito eleitoral destacam que a prestação de contas é essencial para evitar abusos de poder econômico. A Justiça Eleitoral disponibiliza as informações no DivulgaCand, que pode ser consultado por qualquer cidadão. A expectativa é que novos lançamentos de doações ocorram até o fim do período de campanha.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/agro-assessores-e-bilionarios-quem-doa-para-tarcisio-e-haddad-em-sp

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