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Capital paulista tem terceira maior taxa de roubo e furto de celular do país, aponta anuário

São Paulo registrou 1.390,5 aparelhos subtraídos por 100 mil habitantes em 2025, atrás apenas de São Luís e Belém. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram queda de 7,7% nos casos, mas especialistas alertam para subnotificação.

Foto: William Cardoso/Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
23 de julho de 202608:06
Atualizado agora há pouco às 11:06

A cidade de São Paulo ocupa a terceira posição no ranking nacional de roubos e furtos de celular por habitante, conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025, divulgado nesta quinta-feira (23/7) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). A capital paulista registrou 1.390,5 aparelhos levados para cada 100 mil moradores, índice quase quatro vezes superior à média brasileira, de 371,2.

À frente de São Paulo aparecem apenas São Luís (MA), com taxa de 1.517, e Belém (PA), com 1.487. Apesar de concentrar 5,6% da população do país, a capital paulista respondeu por 20% de todos os roubos e furtos de celulares registrados no Brasil em 2025. Em números absolutos, foram mais de 830 mil aparelhos subtraídos em todo o território nacional, o que equivale a uma média de 95 casos por hora.

O levantamento também aponta que, além das três capitais, outras cidades com altas taxas são Salvador (BA), com 1.195; Lauro de Freitas (BA), com 1.144,5; Porto Velho (RO), com 1.123,2; Manaus (AM), com 1.107,1; Olinda (PE), com 1.060,3; Ananindeua (PA), com 979,5; e Teresina (PI), com 975,3.

Na comparação com o ano anterior, houve queda de 7,7% nos registros de furtos e roubos de celulares. Essa redução foi puxada principalmente pela diminuição dos roubos, que caíram de 378 mil para 309 mil — uma retração de 18,6%. Por outro lado, os furtos tiveram ligeiro aumento, passando de 477 mil para 484 mil, alta de 0,9%.

Apenas duas unidades da federação registraram aumento nos casos de furto e roubo de celular em 2025: Rio de Janeiro (22,7%) e Paraíba (21,1%).

A diretora executiva do FBSP, Samira Bueno, e o diretor presidente, Renato Sérgio de Lima, veem a redução com cautela. Eles destacam que pesquisas de vitimização indicam tendência de diminuição na incidência desse tipo de crime, mas ressaltam que o volume de registros parece subdimensionado.

"Considerando a pesquisa mais recente produzida pelo FBSP, 8,3% da população de 16 anos ou mais declarou ter sido vítima de roubo/furto de celular, o que equivale a cerca de 13,9 milhões. Se todas estas pessoas tivessem procurado as autoridades para registrar terem sido vítimas de tais crimes, o número de Boletins de Ocorrência seria muito maior", diz a análise divulgada junto com o Anuário.

Para os especialistas, os roubos e furtos de celular sintetizam "uma tendência de pânico em relação à violência urbana e de mudança profunda nos padrões de circulação e consumo do brasileiro, que passou a alterar radicalmente seus hábitos pelo medo da violência".

Entre as medidas apontadas para reduzir os índices estão inutilizar os celulares remotamente, dificultar a revenda, melhorar a iluminação pública e ampliar o registro e bloqueio remoto pelos usuários, como no Programa Brasil Seguro. A subnotificação, segundo o FBSP, revela a incapacidade do Estado de registrar adequadamente esse tipo de crime, o que compromete a formulação de políticas públicas eficazes.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/sao-paulo-e-3a-cidade-com-maior-taxa-de-roubo-e-furto-de-celular-no-brasil

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