De acordo com a manifestação, as acusações de uma suposta ligação com o PCC não estariam presentes nas denúncias oferecidas pelo Ministério Público ou em outros documentos oficiais relacionados às operações Carbono Oculto e Fluxo Oculto.
A defesa afirma que, conforme manifestações do Ministério Público do Estado de São Paulo nos autos das duas operações, a narrativa sobre uma possível relação entre os investigados e a facção teria surgido a partir de reportagens jornalísticas classificadas nos processos como "mídias negativas".
Ainda segundo os advogados, essas publicações passaram a ser reproduzidas por outros veículos de comunicação, dando origem a um ciclo de repetição de informações que, na avaliação da defesa, não encontra respaldo em acusações formais.
Os representantes de Roberto Leme e Mohamad Hussein Mourad sustentam que ambos não são apontados em nenhuma denúncia oficial como integrantes, colaboradores ou financiadores do PCC. Para a defesa, a associação pública dos nomes dos investigados à facção representa uma interpretação que não corresponde ao conteúdo das investigações.
As operações Carbono Oculto e Fluxo Oculto seguem apurando supostos esquemas criminosos em São Paulo. Entretanto, de acordo com a defesa, os documentos já tornados públicos não permitem concluir que exista qualquer vínculo entre Roberto Leme, Mohamad Hussein Mourad e a organização criminosa mencionada.
Nota completa:
Defesa nega ligação de Roberto Leme e Mohamad Mourad com o PCC
Em nota, os advogados afirmam que não existe qualquer vínculo entre os investigados e a facção criminosa. Segundo a defesa, também não há, nas denúncias apresentadas pelos órgãos de investigação, nenhuma menção que associe Roberto Leme ou Mohamad Mourad ao PCC.
De acordo com a defesa, as próprias manifestações do Ministério Público do Estado de São Paulo, nos autos das operações Carbono Oculto e Fluxo Oculto, indicariam que a versão sobre uma suposta ligação com o PCC teria surgido a partir de reportagens jornalísticas classificadas nos processos como “mídias negativas”.
Ainda segundo os advogados, essas publicações teriam dado origem a novas matérias que passaram a repetir o mesmo conteúdo, criando um ciclo de reprodução de informações sem base em denúncia formal.
“A partir dessas publicações, novas matérias passaram a reproduzir o mesmo conteúdo, criando um ciclo de retroalimentação de informações”, diz trecho da nota da defesa.
A defesa sustenta que Roberto Leme e Mohamad Hussein Mourad não são apontados, em nenhuma denúncia oficial, como integrantes, colaboradores ou financiadores do PCC. Para os advogados, a vinculação pública dos nomes deles à facção representa uma distorção dos fatos investigados.
As operações Carbono Oculto e Fluxo Oculto apuram supostos esquemas criminosos em São Paulo, mas, conforme a defesa, os documentos já disponíveis à imprensa não autorizam a conclusão de que haveria relação dos dois com a organização criminosa citada pela reportagem em questao


