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Defesa afirma que Roberto Leme e Mohamad Mourad não possuem qualquer ligação com o PCC

Os advogados de Roberto Leme e Mohamad Hussein Mourad divulgaram uma nota na qual negam qualquer vínculo dos investigados com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo a defesa, não há, nas denúncias apresentadas pelos órgãos de investigação, qualquer referência que associe os dois à organização criminosa.

Defesa afirma que Roberto Leme e Mohamad Mourad não possuem qualquer ligação com o PCCFoto: Reprodução
Raphael Nogueira Felix
21 de julho de 202608:59
Atualizado há 1 hora às 12:35

De acordo com a manifestação, as acusações de uma suposta ligação com o PCC não estariam presentes nas denúncias oferecidas pelo Ministério Público ou em outros documentos oficiais relacionados às operações Carbono Oculto e Fluxo Oculto.

A defesa afirma que, conforme manifestações do Ministério Público do Estado de São Paulo nos autos das duas operações, a narrativa sobre uma possível relação entre os investigados e a facção teria surgido a partir de reportagens jornalísticas classificadas nos processos como "mídias negativas".

Ainda segundo os advogados, essas publicações passaram a ser reproduzidas por outros veículos de comunicação, dando origem a um ciclo de repetição de informações que, na avaliação da defesa, não encontra respaldo em acusações formais.

Os representantes de Roberto Leme e Mohamad Hussein Mourad sustentam que ambos não são apontados em nenhuma denúncia oficial como integrantes, colaboradores ou financiadores do PCC. Para a defesa, a associação pública dos nomes dos investigados à facção representa uma interpretação que não corresponde ao conteúdo das investigações.

As operações Carbono Oculto e Fluxo Oculto seguem apurando supostos esquemas criminosos em São Paulo. Entretanto, de acordo com a defesa, os documentos já tornados públicos não permitem concluir que exista qualquer vínculo entre Roberto Leme, Mohamad Hussein Mourad e a organização criminosa mencionada.

Nota completa:

Defesa nega ligação de Roberto Leme e Mohamad Mourad com o PCC 

Em nota, os advogados afirmam que não existe qualquer vínculo entre os investigados e a facção criminosa. Segundo a defesa, também não há, nas denúncias apresentadas pelos órgãos de investigação, nenhuma menção que associe Roberto Leme ou Mohamad Mourad ao PCC.

De acordo com a defesa, as próprias manifestações do Ministério Público do Estado de São Paulo, nos autos das operações Carbono Oculto e Fluxo Oculto, indicariam que a versão sobre uma suposta ligação com o PCC teria surgido a partir de reportagens jornalísticas classificadas nos processos como “mídias negativas”.

Ainda segundo os advogados, essas publicações teriam dado origem a novas matérias que passaram a repetir o mesmo conteúdo, criando um ciclo de reprodução de informações sem base em denúncia formal.

“A partir dessas publicações, novas matérias passaram a reproduzir o mesmo conteúdo, criando um ciclo de retroalimentação de informações”, diz trecho da nota da defesa.

A defesa sustenta que Roberto Leme e Mohamad Hussein Mourad não são apontados, em nenhuma denúncia oficial, como integrantes, colaboradores ou financiadores do PCC. Para os advogados, a vinculação pública dos nomes deles à facção representa uma distorção dos fatos investigados.

As operações Carbono Oculto e Fluxo Oculto apuram supostos esquemas criminosos em São Paulo, mas, conforme a defesa, os documentos já disponíveis à imprensa não autorizam a conclusão de que haveria relação dos dois com a organização criminosa citada pela reportagem em questao