O Ministério Público de São Paulo (MPSP), em parceria com a Polícia Civil, deflagrou nesta terça-feira (21/7) a Operação Janus, que investiga um esquema financeiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Entre os alvos estão Leonardo Monteiro Moja, conhecido como Leo do Moinho, apontado como líder da facção na capital, e Alexandre Salles Brito, sócio da UpBus, concessionária de transporte público na zona leste.
A operação cumpre 18 mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão, expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens. Os investigadores buscam desarticular uma rede de operadores financeiros que atuava em benefício do PCC, movimentando recursos obtidos com tráfico de drogas e outros crimes.
Leo do Moinho já estava preso desde agosto de 2024, quando foi detido por suspeita de comandar o tráfico na Favela do Moinho, na região da Cracolândia. As investigações apontam que ele continuava exercendo a liderança mesmo de dentro do presídio, coordenando atividades criminosas e monitorando sistemas de comunicação policial com auxílio de guardas civis metropolitanos.
Alexandre Salles Brito, o Buiú, é sócio da UpBus e foi preso em abril de 2024 durante a Operação Fim da Linha, que investigou lavagem de dinheiro da facção no transporte público. Ele havia sido solto em janeiro, mas voltou à prisão em maio. O grupo da UpBus é acusado de lavar R$ 20,9 milhões do PCC.
De acordo com o MPSP, os suspeitos realizavam operações de conversão de dinheiro em espécie em transferências bancárias, utilizavam empresas e contas de terceiros para ocultar a origem dos valores, e disponibilizavam recursos para integrantes e colaboradores da facção.
A Operação Janus é um desdobramento de investigações anteriores que já haviam revelado a infiltração do PCC em setores econômicos legítimos, como o transporte público. As autoridades buscam cortar o fluxo financeiro da organização criminosa, que utiliza empresas de fachada e laranjas para lavar dinheiro.
Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre os locais exatos das buscas ou se todos os alvos já foram presos. A investigação segue em sigilo judicial.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/pcc-leo-moinho-socio-upbus-operacao


