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São Paulo

Esquema de sonegação de ICMS pode ter causado prejuízo bilionário em outros estados, alerta MPSP

Operação Distrato revela fraude de R$ 3,8 bilhões em São Paulo, com indícios de replicação nacional.

Operação Distrato investiga esquema de sonegação de ICMS que pode ter causado prejuízo bilionário em outros estados, segundo o MPSPFoto: metropoles.com
Raphael Nogueira Felix
15 de julho de 202616:08
Atualizado agora há pouco às 19:08

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) não descarta que o esquema bilionário de sonegação de ICMS descoberto na Operação Distrato possa ter se espalhado por outros estados brasileiros. A declaração foi feita pelo promotor Alexandre Castilho durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (15/7).

A investigação aponta que o prejuízo aos cofres públicos pode ultrapassar R$ 3,8 bilhões apenas em São Paulo. O grupo criminoso atuava com a venda de créditos tributários fictícios, que permitiam às empresas reduzir ilegalmente o pagamento do imposto.

Segundo o MPSP, escritórios de advocacia e consultorias ofereciam créditos de ICMS com descontos, simulando autorização da Secretaria da Fazenda. As empresas aderentes deixavam de recolher o imposto e repassavam parte do valor aos intermediários, que ficavam com até 70% do montante sonegado.

Os créditos eram vinculados a empresas sem capacidade operacional, falidas ou de atividade fictícia. Para dar aparência de legalidade, o grupo utilizava contratos, apólices de seguro, procurações e documentos falsos atribuídos à administração tributária.

O promotor Alexandre Castilho afirmou que já foram apreendidas provas documentais contundentes, que revelam a prática fraudulenta.

"Do ponto de vista documental, já apreendemos informações muito contundentes, verdadeiras confissões da prática fraudulenta", afirmou Castilho.

A Operação Distrato cumpriu mandados em São Paulo, Campinas, Jundiaí, Ribeirão Preto, além das cidades paranaenses de Londrina e Cambé. Foram identificadas irregularidades em 752 empresas.

Os alvos da operação são grupos econômicos ligados a Nelson Willians, Alpha e DMC, que seriam responsáveis pela captação de clientes e operação das fraudes. Nelson Willians já foi investigado por envolvimento na Fraude do INSS.

Em nota, a defesa de Nelson Willians afirmou que recebeu a medida de busca e apreensão com serenidade e colaboração, colocando-se à disposição das autoridades para esclarecimento dos fatos. O MPSP segue investigando a possível replicação do esquema em outros estados.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/fraude-bilionaria-icms-todo-pais

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