A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo investiga um caso suspeito de infecção pelo vírus ebola. O paciente, um homem de 37 anos que chegou da República Democrática do Congo, apresentou febre e foi internado em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, unidade de referência para doenças infecciosas.
Segundo a pasta, a suspeita foi levantada porque o paciente viajou recentemente para áreas do Congo onde há transmissão ativa do vírus. Os sintomas relatados, como febre alta, se enquadram nos critérios clínicos e epidemiológicos previstos nos protocolos nacional e estadual.
A investigação é conduzida pela Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) e pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP). Até o momento, não há confirmação laboratorial da doença. As amostras foram enviadas ao Instituto Adolfo Lutz para análise.
Em nota, a coordenadora de Saúde da CCD, Regiane de Paula, explicou que as medidas adotadas seguem o plano de contingência: isolamento imediato, notificação às autoridades, coleta de material biológico e monitoramento dos contatos próximos.
Na última semana, a CCD atualizou a Nota Informativa nº 01/2026 com orientações para a rede de saúde sobre o surto de ebola causado pela cepa Bundibugyo no Congo. O documento reforça a definição de caso suspeito, os fluxos de notificação e os procedimentos de biossegurança.
O Instituto Emílio Ribas já atuou em situações semelhantes, como em 2014, durante a emergência internacional de ebola. Na ocasião, três casos suspeitos foram monitorados e posteriormente descartados.
A avaliação técnica da Secretaria aponta que o risco de introdução do vírus no Brasil é muito baixo. Entre os fatores citados estão a ausência de transmissão autóctone na América do Sul, a falta de voos diretos entre a região afetada e o continente, e a forma de transmissão do ebola, que exige contato direto com fluidos corporais de pessoas sintomáticas.
Mesmo assim, a orientação é que serviços de saúde fiquem atentos a pacientes com febre e histórico de viagem para áreas com circulação do vírus nos últimos 21 dias. Pessoas que tiveram contato direto com fluidos de casos suspeitos ou confirmados também devem ser monitoradas.
Os sintomas do ebola incluem febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Em casos graves, pode haver manifestações hemorrágicas, choque e falência múltipla de órgãos. O período de incubação varia de 2 a 21 dias.
A Secretaria reforça que a transmissão não ocorre antes do início dos sintomas. Não há vacinas ou tratamentos específicos licenciados para a cepa Bundibugyo. Casos suspeitos devem ser comunicados imediatamente ao Centro de Vigilância Epidemiológica (CIEVS).
Fonte de referência: Agência SP — https://www.agenciasp.sp.gov.br/sao-paulo-investiga-caso-suspeito-de-ebola-e-mantem-vigilancia-em-saude-no-estado/



