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São Paulo

Polícia Civil prende suspeito de atuar como falso médico em hospital na zona leste de SP

Segunda fase da Operação Hipócrates resultou em uma prisão e na apreensão de materiais; outro envolvido está foragido no Chile. Nove pacientes morreram após atendimentos dos suspeitos.

Policiais civis durante a segunda fase da Operação Hipócrates, que prendeu suspeito de atuar como falso médico em hospital na zona leste de São Paulo. Foto: Agência SP

Raphael Nogueira Felix
26 de maio de 202615:30
Atualizado agora há pouco às 18:30

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta terça-feira (26) a segunda fase da Operação Hipócrates, que investiga a atuação de falsos médicos em um hospital privado na capital paulista. Um homem foi preso e outro, que também se passava por profissional da saúde, está foragido no Chile. Durante a ação, foram apreendidos celulares, notebook, medicamentos e equipamentos médicos utilizados pelos suspeitos.

As investigações tiveram início após uma denúncia anônima feita ao Disque-Denúncia (181). De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, os dois homens teriam realizado cerca de dois mil atendimentos ao longo de dois anos na unidade de saúde, localizada na zona leste da cidade. Nove pacientes morreram em decorrência de supostos erros e falhas nos procedimentos realizados pelos investigados.

O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, informou que, em dezembro do ano passado, equipes do 22º Distrito Policial, em São Miguel Paulista, tentaram prender um dos suspeitos, mas a direção do hospital teria dificultado a ação. Ciente de que era alvo, o homem fugiu para o Chile. As autoridades brasileiras já estão em contato com órgãos internacionais para viabilizar a extradição.

O delegado titular do 22º DP, Mariano de Araújo, afirmou que as apurações continuam, pois a lista de possíveis vítimas pode ser maior. Há indícios de que um dos envolvidos também tenha atuado no atendimento emergencial de outro hospital. O homem preso nesta terça-feira ainda estaria prestando serviços por telemedicina e foi flagrado recebendo uma cliente na rua para aplicar uma medicação.

A administração do hospital onde os crimes ocorreram cumpre medidas cautelares impostas pela Justiça. O delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian, destacou a importância da denúncia que originou as investigações. “Foi um excelente trabalho que começou no ano passado, após esse relato no Disque-Denúncia. Desde o primeiro momento, a equipe se mobilizou para investigar e solucionar esse caso”, completou.

A Operação Hipócrates reforça a atuação das forças de segurança no combate ao exercício ilegal da medicina e à falsificação de documentos. A população pode continuar colaborando com informações pelo Disque-Denúncia, que garante o anonimato do denunciante.

Fonte de referência: Agência SP — https://www.agenciasp.sp.gov.br/disque-denuncia-levou-policia-civil-de-sp-a-investigar-atuacao-de-falsos-medicos-em-hospital/

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