De acordo com dirigentes da sigla, o nome de Prado ganhou força após apoio do presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, e também do governador paulista, Tarcísio de Freitas. A estratégia envolve a composição da chapa que disputará o Palácio dos Bandeirantes, buscando equilíbrio entre perfis políticos.
Um dos pontos considerados decisivos nas negociações era o posicionamento de Eduardo Bolsonaro, que inicialmente era cotado para disputar a vaga ao Senado por São Paulo. Após mudanças em seu cenário político, incluindo sua permanência nos Estados Unidos, a definição sobre o candidato passou a depender de seu aval.
Recentemente, Valdemar e André do Prado se reuniram com Eduardo no exterior para discutir o cenário eleitoral. Ficou acordado que a decisão final sobre o nome do PL para o Senado caberia ao ex-deputado. Nos bastidores, aliados indicam que há uma tendência de apoio ao presidente da Alesp.
Paralelamente, o grupo político de Tarcísio já trabalha com outra candidatura ao Senado: a do deputado federal Guilherme Derrite, filiado ao Progressistas. A possível composição com dois nomes distintos busca fortalecer alianças entre partidos como o Progressistas e o Republicanos.
Enquanto Derrite é visto como um nome mais alinhado a pautas de segurança pública e ao eleitorado conservador, André do Prado aparece como uma alternativa considerada mais moderada dentro do campo político, o que pode influenciar na formação da chapa e na estratégia eleitoral do grupo governista em São Paulo.


