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São Paulo

Mesária relata recusa de cartório eleitoral em manter urnas abertas após decisão do STF em São Paulo

Uma mesária da zona norte de São Paulo afirma que representante do cartório eleitoral se negou a prorrogar a votação mesmo após a determinação do ministro Cristiano Zanin, do STF.

eleições são paulo mudança local de votaçãoFoto: Divulgação/TRE-SP
Raphael Nogueira Felix
25 de outubro de 202620:02
Atualizado agora há pouco às 23:02

Uma mesária de uma escola eleitoral na Vila Guilherme, zona norte de São Paulo, relatou ao portal Metrópoles que tentou impedir o fechamento das urnas após a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prorrogação da votação do segundo turno no domingo (25/10). Segundo ela, o representante do cartório eleitoral se recusou a manter as seções abertas mesmo após ser informado da medida.

A determinação do STF foi divulgada por volta das 17h, e a mesária soube da decisão antes do encerramento previsto. Ela conta que, cinco minutos antes das 17h, o representante do cartório passou pela sala recolhendo orientações, procedimento comum em uma eleição normal, e avisou: «Quando der 17 horas pode encerrar a urna».

A mesária questionou a orientação, argumentando que havia movimentação popular e que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o STF ainda avaliavam a prorrogação por causa das questões de transporte. De acordo com o relato, o representante respondeu: «Não, pode encerrar. Quem tinha que votar, as pessoas que quiseram votar, votaram. Teve o dia inteiro era para votar. E eles não vão conseguir prorrogar, se for vai ser só para a Bahia».

Após as 17h, a mesária recebeu a reportagem que informava a prorrogação em todo o Brasil e imediatamente informou ao representante do cartório eleitoral. Ainda assim, ele teria se negado a manter as urnas abertas. «Ah, mas o cartório não avisou nada para a gente. Fechou? Fechou», teria dito o representante, conforme o relato da mesária.

A mulher também criticou a restrição do transporte coletivo, que, segundo ela, impediu eleitores de comparecer aos locais de votação. «Tem pessoas que por motivos diversos ficaram esperando o ônibus e não encontraram um transporte para poder vir [votar]. Porque o ônibus não tava com a frota inteira na rua. É muito fácil falar assim quando não atinge vocês», afirmou.

Segundo a mesária, um grupo se ofereceu para permanecer no local até as 19h para garantir que os eleitores pudessem votar, inclusive com cédula de papel. «Se for preciso a gente fica aqui até às 19 horas, nem que seja para o pessoal votar com cédula de papel. A gente fica aqui, não tem problema nenhum. Todo mundo tem que ter o direito de votar», disse.

Por volta das 5h30, o representante do cartório eleitoral deixou o local com as urnas lacradas em direção ao Cartório Eleitoral da Zona, de acordo com a reportagem. O caso, conforme o portal, evidencia a demora na comunicação entre os órgãos eleitorais e as seções durante o pleito.

A reportagem procurou o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) para comentar o episódio, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/mesaria-denuncia-tre-por-determinar-fechamento-mesmo-ciente-do-ordem-do-stf

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