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Suzano interdita quatro comunidades terapêuticas clandestinas e uma ILPI em Palmeiras

Operação da Vigilância Sanitária com apoio da GCM e Polícia Civil resultou em duas prisões por suspeita de tortura e apreensão de medicamentos e alimentos impróprios.

Operação interdita quatro comunidades terapêuticas clandestinas e uma ILPI em Palmeiras; duas pessoas foram presas por suspeita de tortura e houve apreensão de medicamentos e alimentos imprópriosFoto: Suzano
Raphael Nogueira Felix
29 de outubro de 202618:53
Atualizado agora há pouco às 21:53

A Vigilância Sanitária de Suzano realizou nesta quarta-feira (28) uma operação que resultou na interdição de quatro comunidades terapêuticas irregulares e de uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) no distrito de Palmeiras. A ação, motivada por denúncia, contou com o apoio da Guarda Civil Municipal (GCM) e do 1º Distrito Policial.

Dois responsáveis por um dos endereços fiscalizados foram presos em flagrante por suspeita de tortura contra os acolhidos. A operação também apreendeu cerca de 10 mil comprimidos, sendo 3,3 mil de uso controlado, além de 300 quilos de alimentos fora dos padrões de qualidade. Dois foragidos da Justiça que estavam entre os residentes foram capturados, e um adolescente foi acompanhado por equipe da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social.

Ao todo, 170 pessoas eram atendidas nos locais interditados. Os responsáveis foram orientados a contatar as famílias para que os acolhidos pudessem retornar em segurança aos seus lares. Nenhum dos estabelecimentos cumpria os requisitos sanitários exigidos para funcionamento.

O caso mais grave foi registrado na estrada do Koyama, onde viviam 61 pessoas. Segundo a fiscalização, os residentes estavam trancados no imóvel principal enquanto o responsável pelas chaves permanecia em outro prédio administrativo. No local, não havia licença sanitária nem documentação de funcionamento, e a equipe encontrou medicamentos sem receita e alimentos vencidos. As condições estruturais eram precárias, com fiação exposta, mofo, umidade e colchões no chão.

No Recanto São José, que abrigava 37 mulheres, a fiscalização constatou ausência de avaliação médica prévia e medicamentos armazenados de forma inadequada sob uma cama. O local possuía apenas dois banheiros completos, abaixo da proporção mínima exigida pela legislação, que é de um sanitário para cada seis pessoas.

Já na Chácara São Judas Tadeu, com 23 homens, a interdição ocorreu por falta de documentação e de avaliações médicas. Havia medicamentos controlados sem prescrição, portas que permitiam trancamento interno e externo, paredes com mofo e apenas um banheiro completo.

No Jardim São Marcos, onde residiam 49 pessoas, incluindo um dos foragidos capturados, foram encontradas condições sanitárias precárias, superlotação e sanitários sem privacidade. A equipe flagrou o armazenamento de 180 quilos de alimentos fora dos padrões de qualidade e segurança.

A ILPI no bairro Chácaras Casemiro, que abrigava dez idosos, foi interditada por falta de documentação e estrutura inadequada. Foram apreendidos medicamentos e receitas médicas assinadas em branco, além da inutilização de aproximadamente 70 quilos de alimentos impróprios.

Segundo a diretora da Vigilância Sanitária de Suzano, Carmen Lucia Lorente, a operação reforça o compromisso do município com a proteção da saúde e da dignidade das pessoas acolhidas. «Nosso objetivo é garantir que esses locais funcionem dentro das normas e que os residentes recebam o cuidado adequado», afirmou.

A Prefeitura de Suzano informou que os estabelecimentos permanecerão interditados até que se adequem às exigências sanitárias e apresentem a documentação necessária. A população pode denunciar irregularidades pelo telefone da Vigilância Sanitária.

Fonte de referência: Suzano — https://suzano.sp.gov.br/vigilancia-sanitaria-interdita-quatro-comunidades-terapeuticas-clandestinas-em-palmeiras

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