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Suzano alcança menor desperdício de água entre cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes

Com índice de perdas de 1,27%, município supera meta nacional para 2033 e lidera ranking do Instituto Trata Brasil.

Suzano registra o menor índice de desperdício de água entre cidades com mais de 100 mil habitantes no Brasil, com 1,27% de perdas. Foto: Agência SP

Raphael Nogueira Felix
3 de junho de 202600:11
Atualizado há 12 horas às 03:11

O município de Suzano, na região metropolitana de São Paulo, registrou o menor índice de desperdício de água entre as 100 cidades mais populosas do Brasil. O dado faz parte do estudo Perdas de Água 2026, divulgado pelo Instituto Trata Brasil, que analisa informações referentes a 2024.

De acordo com o levantamento, Suzano apresentou uma taxa de perdas na distribuição de apenas 1,27%. Esse percentual já está abaixo da meta estabelecida pelo Marco Legal do Saneamento para o ano de 2033, o que coloca a cidade em posição de destaque nacional no combate ao desperdício de água.

O resultado é fruto de uma estratégia que combina investimentos contínuos, modernização da infraestrutura e uso intensivo de tecnologia. Entre 2024 e 2025, foram aplicados cerca de R$ 13 milhões em melhorias no sistema de abastecimento local, segundo informações da Sabesp, empresa responsável pelos serviços de água e esgoto na região.

Além de Suzano, outras cinco cidades operadas pela Sabesp aparecem entre as 20 melhores colocadas no ranking nacional: São Paulo, São Bernardo do Campo, Santos, Taubaté e Franca. Todas apresentam índices de perdas significativamente inferiores à média brasileira, que supera 40%.

Para alcançar esses resultados, a Sabesp vem adotando tecnologias inéditas no setor de saneamento do país. Uma delas é o uso de imagens de satélite associadas à inteligência artificial para localizar vazamentos não visíveis no subsolo. A ferramenta identifica a assinatura espectral do cloro presente na água tratada, permitindo detectar perdas ocultas com rapidez e precisão.

Também estão sendo implantados veículos equipados com sensores e inteligência artificial, capazes de identificar anomalias na rede em tempo real. Outra inovação são as válvulas inteligentes, que ajustam automaticamente a pressão do sistema para reduzir o risco de vazamentos e rompimentos.

Na capital paulista, a modernização inclui a substituição gradual de hidrômetros convencionais por equipamentos inteligentes conectados à internet, ampliando a capacidade de monitoramento e a identificação precoce de vazamentos.

Até 2029, a Sabesp prevê investir quase R$ 9 bilhões em programas voltados à redução de perdas, renovação de redes, digitalização dos sistemas e incorporação de novas tecnologias. A companhia afirma que a redução de perdas é uma prioridade estratégica, combinando investimentos, inovação e inteligência operacional para garantir maior eficiência e segurança hídrica.

O estudo do Instituto Trata Brasil considera dois tipos de perdas: as reais ou físicas, que ocorrem quando a água se perde ao longo dos sistemas, principalmente por vazamentos; e as aparentes ou não físicas, que correspondem a volumes consumidos, mas não medidos ou contabilizados, devido a fraudes, furtos ou submedição dos hidrômetros.

Fonte de referência: Agência SP — https://www.agenciasp.sp.gov.br/suzano-tem-o-menor-indice-de-desperdicio-de-agua-do-brasil/

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