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São Paulo

Megaoperação contra roubo de celulares em SP não impede 360 aparelhos levados no mesmo dia

Apesar da Operação Frank Mobile, que mobilizou 1.700 agentes e apreendeu 60 toneladas de produtos, a capital paulista registrou 335 crimes de roubo e furto de celulares em 10 de setembro, com média de um aparelho levado a cada quatro minutos.

Imagem mostra mulher segurando celular Iphone diante de paisagem urbanaFoto: William Cardoso/Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
5 de novembro de 202602:00
Atualizado agora há pouco às 05:03

A Operação Frank Mobile, realizada em 10 de setembro e apresentada pelas autoridades como a maior já feita no combate à cadeia de roubo e furto de celulares em São Paulo, mobilizou 1.700 agentes públicos e resultou na apreensão de mais de 60 toneladas de produtos, segundo balanço atualizado. A ação contou com a participação das polícias e do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e cumpriu 84 mandados de busca e apreensão, além de sete mandados de prisão. A Justiça também autorizou o sequestro e bloqueio de mais de R$ 5 milhões em bens dos investigados.

No mesmo dia da megaoperação, a capital paulista registrou 335 crimes de roubo e furto de celulares, com 360 aparelhos levados por criminosos — uma média de um celular a cada quatro minutos. Os dados são de levantamento do portal Metrópoles, que considerou registros de boletins de ocorrência e removeu duplicidades conforme critérios da Secretaria da Segurança Pública (SSP). Foram 127 roubos e 208 furtos naquele 10 de setembro.

A situação nas ruas não melhorou no dia seguinte. Segundo o mesmo levantamento, os roubos e furtos de celular aumentaram: foram 527 registros e 571 aparelhos levados, o que equivale a um celular a cada dois minutos e meio. Entre janeiro e setembro de 2026, a capital paulista acumulou mais de 110 mil ocorrências de roubo e furto de celular, com cerca de 117 mil aparelhos nas mãos de criminosos.

Procurada, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que intensificou o enfrentamento a esses crimes por meio de ações integradas de policiamento ostensivo, inteligência e investigação para identificar receptadores. Em nota, a pasta declarou: «Entre janeiro e setembro deste ano, os roubos de celulares na capital paulista caíram 15,1% em comparação com o mesmo período de 2025. Os roubos em geral recuaram 15,3%, e os furtos, 5,8%. No período, mais de 35 mil criminosos foram presos ou apreendidos na cidade de São Paulo».

A SSP também informou que, desde 2023, mais de 87 mil celulares foram recuperados em todo o estado, dos quais mais de 43 mil aparelhos foram devolvidos aos proprietários. A Operação Frank Mobile, segundo a pasta, segue como parte do esforço para desarticular a cadeia de receptação e comércio ilegal de dispositivos.

A megaoperação foi divulgada como um marco no combate ao crime, mas os números do próprio dia mostram que a atividade criminosa continuou intensa. A média de um celular levado a cada quatro minutos na capital paulista evidencia que, apesar do volume de apreensões e prisões, o problema está longe de ser resolvido.

O levantamento do Metrópoles considerou apenas os crimes de furto e roubo, descartando registros em duplicidade por nome de delegacia, ano e número de boletim de ocorrência, conforme orientação da SSP. Uma única ocorrência pode ter mais de um aparelho como alvo, o que explica a diferença entre o número de crimes e o de celulares levados.

A operação mobilizou 1.700 agentes e cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados à cadeia de roubo e furto de celulares. As autoridades não divulgaram o número de pessoas detidas até o momento. A reportagem procurou o MPSP e as polícias para comentar os dados do dia da ação, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.

Fonte de referência: São Paulo – Metrópoles — https://metropoles.com/sao-paulo/em-dia-de-megaoperacao-sp-teve-1-celular-levado-por-ladrao-a-cada-4-min

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