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São Paulo

Cariani nega crimes e diz que indústria química foi vítima de fraude em processo por tráfico

Influenciador fitness Renato Cariani se manifesta após Ministério Público de São Paulo pedir sua condenação por tráfico, associação ao tráfico e lavagem de dinheiro; defesa alega inocência e confiança na Justiça.

Foto colorida de Renato CarianiFoto: Reprodução/YouTube
Raphael Nogueira Felix
30 de outubro de 202621:33
Atualizado agora há pouco às 00:33

O influenciador fitness e empresário Renato Cariani voltou a se pronunciar publicamente depois que o Ministério Público de São Paulo (MPSP) apresentou alegações finais ao Tribunal de Justiça do Estado (TJSP) pedindo a condenação dele por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. Em vídeo divulgado na quinta-feira (29/10), Cariani reafirmou sua inocência e sustentou que sua empresa foi vítima de uma fraude.

«Quem me acompanha há muito tempo sabe, eu fui sócio de uma indústria química e essa indústria foi vítima de uma fraude. Essa fraude se tornou um processo porque eu sou um dos donos da empresa. Então, tudo que acontece nela, automaticamente eu sou responsabilizado», declarou o empresário na gravação.

Cariani disse estar tranquilo em relação ao andamento do caso e manifestou confiança no trabalho de sua defesa e na atuação da Justiça. «É só a continuidade desse processo que daqui a pouco, graças a Deus, vai terminar», completou.

A denúncia do MPSP, que embasa o pedido de condenação, afirma que o réu integrou um esquema de desvio de insumos químicos que teria sido utilizado na produção de toneladas de drogas como crack e cocaína. Segundo o texto ministerial, ao menos 60 vezes os acusados teriam produzido, vendido e fornecido, sem autorização legal, mais de 12 toneladas de produtos químicos destinados à preparação de entorpecentes.

O órgão também apontou que o influenciador mantinha amizade com o policial civil André Dziuba, o que, na avaliação do Ministério Público, pode ter favorecido Cariani em investigações. A defesa contesta as acusações e afirma que não houve participação nos crimes imputados.

Cariani responde ao processo em liberdade. Ele e os demais réus foram presos em dezembro de 2023, durante a Operação Hinsberg, deflagrada pela Polícia Federal. Caso sejam condenados, cada um poderá receber penas que, somadas, variam de 16 a 51 anos de prisão, além de multas.

A investigação indicou o influenciador e os empresários Fábio Spindola Mota e Rodrigo Gomes Pereira como integrantes de um esquema de desvio de insumos químicos da empresa Anidrol para o mercado ilícito, além de fraudes em registros fiscais. Cariani também responde por falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

O caso segue em tramitação na Justiça paulista, e a defesa de Cariani reitera que ele é inocente e que a empresa foi vítima de fraude. O influenciador não informou novas datas de manifestação pública sobre o processo.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/cariani-se-defende-apos-pedido-de-condenacao-pelo-mpsp-vitima-de-fraude

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