Uma dentista de São Paulo registrou boletim de ocorrência após relatar ter sido importunada sexualmente dentro de uma academia na zona sul da capital paulista, no domingo (25). O caso é investigado pela Polícia Civil como importunação sexual.
Segundo o relato da vítima, Sabrina Coutinho, ela treinava em um ambiente mais reservado da unidade quando um homem se aproximou e se sentou à sua frente. Em seguida, ela percebeu que ele praticava ato obsceno. A dentista afirmou que ficou paralisada e só conseguiu buscar ajuda após o homem se levantar e deixar o local.
«Fiquei completamente paralisada e, naquele momento, não consegui me levantar nem pedir ajuda. Assim que ele se levantou e saiu, corri para procurar um dos professores da academia e contei o que havia acontecido», relatou Sabrina.
De acordo com a dentista, funcionários da academia tentaram conter o suspeito, identificado como Bruno Edamatsu Berton, mas ele correu e entrou em um carro particular. Na fuga, ainda segundo ela, o homem quase atropelou um dos funcionários do estabelecimento.
«Foi uma situação extremamente assustadora e constrangedora. Eu estava simplesmente treinando e fui submetida a uma situação de violência e exposição sexual», disse a dentista à reportagem.
A Peralta Fitness, academia onde o episódio ocorreu, divulgou nota em que repudia o ocorrido e informa ter cancelado a matrícula do suspeito. A empresa afirmou que prestou apoio à aluna e a acompanhou até a delegacia.
«Reconhecemos a gravidade do ocorrido e nos solidarizamos com ela. Nenhuma mulher deve passar por uma situação como essa. Assim que tomamos conhecimento do ocorrido, acolhemos a aluna, prestamos apoio e a acompanhamos à delegacia. O homem envolvido teve seu acesso bloqueado e está proibido de frequentar nossas unidades», destacou a nota da academia.
O caso foi registrado no 99º Distrito Policial, no Campo Grande, e deve ser encaminhado a uma Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). O Metrópoles procurou Bruno Edamatsu Berton, que não se posicionou até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestações.
A investigação segue em andamento e a Polícia Civil apura as circunstâncias do episódio. A reportagem não localizou a defesa do suspeito.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/dentista-denuncia-assedio-ao-flagrar-aluno-se-masturbando-em-academia-de-sp

