O médico Luciano Lopes Pastor, de 52 anos, morreu após um confronto com policiais militares em Catanduva, no interior de São Paulo. O caso ocorreu depois que ele teria ameaçado a esposa e mantido familiares em cárcere privado na própria residência, segundo o boletim de ocorrência.
A polícia apreendeu na casa do médico um arsenal composto por oito armas de fogo, entre revólveres, espingardas e pistolas, além de uma granada de fabricação alemã, cinco facas, um facão e cerca de 350 munições intactas. Também foi encontrada uma medalha com uma suástica, símbolo associado ao ideologia extremista.
De acordo com o registro policial, a esposa relatou que Luciano estava em surto e muito agressivo após um churrasco familiar, durante o qual teria ingerido bebida alcoólica. Ela afirmou que ele mantinha o próprio filho e outra adolescente trancados no banheiro.
A Polícia Militar foi acionada e cinco agentes da Força Tática compareceram ao local. Em um primeiro momento, tentaram negociar verbalmente para evitar disparos. No entanto, segundo a corporação, o médico apresentava-se emocionalmente perturbado e, após várias tentativas de diálogo, apontou a arma na direção dos policiais.
Conforme o boletim de ocorrência, Luciano abrigou-se atrás de um pilar de madeira e efetuou disparos contra os policiais posicionados na entrada da residência. Houve revide, e ele foi atingido. O resgate foi acionado, mas o óbito foi constatado no local.
Após o confronto, os agentes entraram na casa e encontraram o médico caído. Os dois filhos, de 14 e 10 anos, foram localizados no andar superior e liberados. Eles foram encaminhados aos cuidados de um familiar.
As armas dos quatro policiais que participaram da ocorrência foram apreendidas para exames periciais, assim como a arma que estaria com o médico. A dinâmica exata do caso ainda depende da análise de imagens e dos laudos balísticos.
O caso foi registrado pela Polícia Civil, que investiga as circunstâncias da morte e as responsabilidades. Até o momento, não há informações sobre o resultado das perícias.
A reportagem procurou a Secretaria de Segurança Pública para obter mais detalhes sobre a ocorrência e aguarda retorno.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/medico-morto-pela-pm-ao-ameacar-esposa-tinha-medalha-com-suastica-e-arsenal

