A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagraram, nesta quinta-feira (15/10), a Operação Yellow Code contra uma organização suspeita de tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro. A investigação aponta que o grupo utilizava plataformas de venda online e eletrodomésticos para esconder e distribuir entorpecentes.
Segundo as autoridades, a apuração começou em setembro de 2025, após uma denúncia sobre encomendas suspeitas recebidas por moradores de um bairro na zona sul da capital paulista. Os dados levantados indicaram que as remessas partiam de uma mesma vendedora e eram postadas principalmente em Foz do Iguaçu, no Paraná.
Ao todo, foram identificadas cerca de 120 remessas suspeitas destinadas a três grupos de destinatários na Grande São Paulo. A operação mobilizou equipes para cumprir 14 mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão em cidades de São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
As ações ocorrem em São Paulo, São Caetano do Sul, Praia Grande, Pinhais (PR), Foz do Iguaçu (PR) e Palhoça (SC). A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 5 milhões em contas bancárias de cada investigado, além de veículos em nome de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo.
A investigação busca esclarecer a estrutura financeira e logística do esquema, que, segundo os agentes, usava a venda online como fachada para o envio de drogas. As autoridades apuram ainda a participação de outros envolvidos e a possível ramificação das atividades em diferentes estados.
Em nota, a PF informou que a operação faz parte de um esforço conjunto para coibir o tráfico interestadual e a lavagem de dinheiro. O MPSP acompanha o caso e deve apresentar denúncia à Justiça nos próximos dias.
«As diligências seguem em sigilo para não comprometer o andamento das investigações», afirmou a Polícia Federal, sem detalhar os próximos passos.
A reportagem procurou as defesas dos investigados, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestações.
A operação Yellow Code é mais um desdobramento de ações recentes contra o crime organizado em São Paulo, que têm utilizado plataformas digitais para movimentar recursos e distribuir entorpecentes. As autoridades reforçam que a população pode colaborar com denúncias anônimas.
As investigações continuam sob responsabilidade da PF e do MPSP, que não descartam novas fases da operação nos próximos meses.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/pf-eletrodomesticos-venda-drogas

