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São Paulo

PM bloqueia estações do Metrô na Paulista após tumulto em ato político de Lula

Estações Trianon-Masp e Paulista tiveram entradas e saídas fechadas durante a dispersão de manifestação na Avenida Paulista; situação foi controlada.

Foto: Jessica Bernardo/Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
11 de outubro de 202617:14
Atualizado há 30 minutos às 20:14

A Polícia Militar de São Paulo informou que fechou temporariamente duas estações de Metrô na Avenida Paulista, na tarde deste domingo (11), durante a dispersão de uma manifestação política na região central da capital. Segundo a corporação, as estações Trianon-Masp, da Linha 2-Verde, e Paulista, da Linha 4-Amarela, tiveram entradas e saídas bloqueadas em razão de ocorrências envolvendo depredação e tumulto.

De acordo com o comunicado da PM, a medida foi adotada para conter episódios de confusão registrados no entorno das estações. Ainda segundo a nota, na estação Consolação houve grande fluxo de passageiros e atritos envolvendo funcionários. No momento da divulgação do texto, a situação já estava controlada e não havia informações sobre feridos.

O ato político que antecedeu o fechamento das estações ocorreu na manhã deste domingo, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP), na Avenida Paulista. O evento reuniu apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e foi marcado pela presença de grupos organizados de fãs, conhecidos como fandoms, de diferentes regiões do país.

Na véspera, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, havia convocado a militância para o encontro e confirmado a participação do presidente. A manifestação ocorreu em um contexto de mobilização política na capital paulista.

Durante o discurso, Lula lamentou a morte de Telma de Souza, uma das fundadoras do Partido dos Trabalhadores e ex-prefeita de Santos, no litoral paulista. O presidente destacou o legado da correligionária, com ênfase nas áreas de saúde mental e no cuidado a pessoas que vivem com HIV.

Telma de Souza morreu no sábado (10), aos 82 anos, no Hospital Mont Serrat, em Santos, onde estava internada após sofrer um acidente vascular cerebral e apresentar infecção urinária. O velório ocorre no Palácio José Bonifácio, sede administrativa do município, e a cerimônia de despedida está prevista para as 19h, no Memorial Necrópole Ecumênica.

O presidente também comentou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determinou a suspensão de um canal de WhatsApp criado pelo deputado federal André Janones. A ordem foi emitida após pedido do senador Flávio Bolsonaro e publicada no fim da manhã deste domingo. O canal contava com cerca de 3,3 milhões de seguidores.

Segundo a campanha do presidenciável, a estrutura promovia desinformação coordenada na reta final do segundo turno das eleições de 2026 e orientava integrantes a replicar massivamente afirmações cuja falsidade já havia sido reconhecida pela Justiça Eleitoral. O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, avaliou que ordens pontuais de remoção de mensagens se tornaram insuficientes.

«A liberdade de expressão não é salvo-conduto para o ilícito eleitoral, e a paridade de armas entre os candidatos não sobrevive à conversão de uma ferramenta de comunicação em instrumento de desinformação», afirmou Nunes Marques na decisão.

Lula classificou a determinação como um absurdo durante o ato na Avenida Paulista. A decisão do TSE estabeleceu prazo de três horas para que a Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, suspendesse o canal. Até o momento, não há informações sobre o cumprimento integral da medida ou sobre novos desdobramentos.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/pm-fecha-estacoes-de-metro-na-av-paulista-durante-dispersao-de-ato-de-lula

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