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São Paulo

Lula aposta em ato na Paulista enquanto Flávio Bolsonaro reúne aliados no centro de SP

Candidatos à Presidência no segundo turno cumprem agendas na capital paulista neste domingo, com Lula em ato público na Avenida Paulista e Flávio Bolsonaro em reuniões com vereadores e prefeitos.

Flavio Bolsonaro, Lula, no DFFoto: Arte/Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
11 de outubro de 202610:18
Atualizado há 15 minutos às 13:18

Os dois candidatos que disputam o segundo turno da eleição presidencial cumpriram agendas de campanha em São Paulo neste domingo (11). Luiz Inácio Lula da Silva, que concorre à reeleição, participou de um ato público na Avenida Paulista, na região central da capital. Já Flávio Bolsonaro optou por encontros com lideranças políticas locais para reforçar sua base de apoio.

O ato na Avenida Paulista estava previsto para as 12h, em frente ao Museu de Arte de São Paulo, e seguiria em direção à Praça Roosevelt. A presença de Lula foi confirmada apenas na noite de sábado (10). Entre os nomes anunciados para o evento estavam o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, candidato derrotado ao governo paulista, e o ministro Guilherme Boulos.

No mesmo horário e também no centro da capital, Flávio Bolsonaro tinha duas reuniões agendadas. A primeira, com vereadores, e a segunda, com prefeitos de cidades do estado. O encontro foi marcado em um restaurante no Shopping Light.

A escolha das agendas reflete estratégias distintas. Lula aposta na mobilização popular e em atos de rua para ampliar sua base, enquanto Flávio prioriza a articulação política com lideranças locais e regionais.

Na sexta-feira (9), o senador Camilo Santana, integrante da coordenação da campanha petista, afirmou que Lula vai concentrar esforços no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais — os três maiores colégios eleitorais do país e que registraram taxa de abstenção acima da média. Para a campanha de Lula, a redução da abstenção é a principal frente para tentar reverter a vantagem do adversário.

A campanha do atual presidente busca ampliar o alcance da comunicação, reforçar a presença nas ruas e mobilizar lideranças políticas e apoiadores para atrair eleitores além de sua base tradicional. O desafio inclui convencer quem não compareceu por desinteresse ou insatisfação com as opções disponíveis.

Do outro lado, Flávio Bolsonaro tem a tarefa de manter a dianteira conquistada no primeiro turno e ampliar sua votação até 25 de outubro. Para isso, a campanha precisa preservar a mobilização de sua base e buscar novos votos, inclusive entre eleitores que não participaram da primeira votação.

O senador tem enfatizado temas como custo de vida, endividamento das famílias e segurança pública. A atuação de aliados políticos, lideranças regionais e apoiadores nas redes sociais também integra o ambiente de mobilização em torno de sua candidatura. Não há, contudo, confirmação pública de uma operação específica da campanha voltada exclusivamente aos eleitores ausentes.

A abstenção não representa um bloco homogêneo de eleitores. Entre os faltosos, há pessoas que enfrentaram dificuldades para votar, eleitores desmotivados e cidadãos que não se identificam com as opções disponíveis. Esse contingente pode ser decisivo no segundo turno, e ambas as campanhas buscam formas de atraí-lo.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/sp-lula-apoio-popular-flavio-base-politica

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