UrgenteEscritório de Milton Leite é furtado, mas não constava em alvos da operação contra o PCC
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São Paulo

Escritório de Milton Leite é furtado, mas não constava em alvos da operação contra o PCC

Segundo a polícia, criminosos levaram documentos e o aparelho que armazena imagens de câmeras de segurança; o imóvel não estava entre os 66 endereços com mandado de busca.

escritório milton leite alvo buscas operaçãoFoto: Reprodução/TV Globo
Raphael Nogueira Felix
21 de setembro de 202611:15
Atualizado agora há pouco às 14:15

O escritório do ex-vereador Milton Leite, na zona sul de São Paulo, foi furtado na noite do último domingo (20/9). De acordo com a Polícia Militar, os criminosos levaram documentos e um aparelho DVR, usado para armazenar imagens de câmeras de segurança. O local não estava entre os endereços alvo de mandados de busca e apreensão da Operação Vectura Corrupta, deflagrada na quinta-feira (17/9).

A informação foi confirmada pela reportagem com base em dados da investigação. A lista de alvos da operação reuniu 66 endereços em 12 cidades paulistas, entre elas a capital, Cubatão, Praia Grande, Santos, São Bernardo do Campo, Diadema, Cotia, Taboão da Serra, Santana de Parnaíba, Santo André, Ribeirão Pires e Campinas. Sorocaba também foi visitada após uma denúncia de que o ex-vereador poderia estar na casa de um ex-assessor.

Segundo a PM, os ladrões deixaram para trás R$ 19 mil e quatro cartões bancários. O advogado que defende Milton Leite afirmou ao Metrópoles que o imóvel furtado seria ligado a um construtor que tem relação com o ex-vereador, e não diretamente a ele.

Milton Leite está preso desde a última sexta-feira (18/9), quando se entregou na Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes (Dise). Antes disso, ele havia sido considerado foragido pela polícia. A prisão dele foi decretada no âmbito da Operação Vectura Corrupta, que apura um suposto esquema de infiltração do PCC no sistema de transporte público paulista.

Durante as buscas realizadas na manhã de sexta, antes da entrega do ex-vereador, a Polícia Civil encontrou R$ 280 mil e US$ 89 mil — o equivalente a cerca de R$ 457 mil no câmbio do dia — na casa de um assessor ligado a ele. O total aproximado apreendido foi de R$ 737 mil.

A operação, conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), resultou na prisão temporária de 16 investigados, que devem permanecer detidos por 30 dias, segundo o delegado Fabricio Intelizano. Entre os alvos está o ex-presidente da SPTrans Levi dos Santos Oliveira, preso ainda na quinta-feira (17/9).

Além das prisões, outros 18 mandados de busca e apreensão foram cumpridos na capital, no interior e no litoral paulista. As investigações apontam que pelo menos 12 das 22 empresas de transporte coletivo de São Paulo seriam, em tese, controladas pelo PCC.

De acordo com as autoridades, essa suposta infiltração ocorreria por meio de uma estrutura organizada que combina empresas de fachada, direcionamento de licitações, apoio político e lavagem de capitais. As apurações seguem em andamento e os investigados podem apresentar defesa ao longo do processo.

O furto ao escritório ocorreu dois dias após a deflagração da operação e um dia antes da prisão do ex-vereador. Até o momento, não há informações sobre a identificação ou localização dos responsáveis pelo crime. A polícia investiga o caso.

A reportagem procurou a defesa de Milton Leite e demais citados para comentar os fatos. O espaço permanece aberto para manifestações.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/escritorio-furtado-milton-leite-nao-alvo-operacao-pcc

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