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São Paulo

Quatro PMs são denunciados por segurança particular ligada a empresa investigada pelo PCC

O MPSP denunciou quatro policiais militares por integrarem esquema de segurança particular para dirigentes da Transwolff, empresa investigada por lavagem de dinheiro ligada ao PCC.

Imagem colorida coletes pm; justiça libera compraFoto: Reprodução/Templo de Salomão
Raphael Nogueira Felix
28 de agosto de 202620:13
Atualizado agora há pouco às 23:13

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou quatro policiais militares por participarem de um esquema de segurança particular para dirigentes da Transwolff, empresa de ônibus alvo de investigações por suspeita de lavagem de dinheiro associada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A denúncia foi apresentada no dia 26 de agosto pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela Promotoria de Justiça Militar.

De acordo com a acusação, os policiais, incluindo integrantes da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), teriam usado a experiência e a credibilidade da corporação para prestar serviços particulares aos empresários. O grupo teria atuado de forma organizada desde 2020, com escalas de trabalho, recrutamento de outros policiais e pagamentos feitos por meio de empresas.

Os denunciados são um tenente-coronel, um capitão, um segundo-sargento e um terceiro-sargento da reserva. Segundo o MPSP, cada um teria desempenhado uma função específica no esquema. O capitão é apontado como o coordenador do grupo, responsável pela ligação com os empresários, organização das escalas e indicação de policiais.

O tenente-coronel, por sua vez, cuidava da parte administrativa e financeira. Já os dois sargentos teriam atuado diretamente na segurança e também ajudado a recrutar outros policiais para o serviço. A investigação aponta que o grupo começou a atuar em 2020 e prestava segurança para dirigentes da Transwolff e da UPBUS, empresas alvo da Operação Fim da Linha, deflagrada em 2024.

Em setembro de 2020, um dos policiais consultou o sistema Muralha Paulista para pesquisar nomes ligados à direção da empresa. Segundo a investigação, um dos pesquisados tinha ligação familiar com uma pessoa apontada como integrante da estrutura financeira do PCC. Pouco depois, o comando do batalhão determinou que os policiais se afastassem da atividade particular, após a repercussão da ligação entre a corporação e a empresa.

Mesmo assim, conforme o MPSP, os quatro continuaram no esquema. Um deles teria preferido deixar a Rota a abandonar o trabalho de segurança particular. A Operação Fim da Linha, deflagrada em abril de 2024 pelo Gaeco e outros órgãos, investigou suspeitas de que empresas de ônibus como a Transwolff e a UPBUS fossem usadas para lavar dinheiro ligado ao PCC.

Mesmo depois da operação e da divulgação das suspeitas, os policiais denunciados teriam continuado fazendo a segurança dos dirigentes da Transwolff. O contrato de segurança, que previa inicialmente R$ 30.905 por mês, foi reajustado para R$ 42.513,43 apenas um dia após a operação. O Ministério Público pediu a prisão dos denunciados por crimes como organização criminosa e lavagem de dinheiro; o caso segue para análise judicial.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/mpsp-denuncia-pms-por-esquema-de-seguranca-para-empresarios-ligados-ao-pcc

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