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São Paulo

Gestão estadual critica manutenção de greve dos ferroviários e fala em prejuízo a passageiros

O governo de São Paulo classificou como injustificável a decisão do sindicato de manter a paralisação, que afeta linhas da CPTM e impacta a mobilidade na capital.

Governo de SP condena continuidade de greve dos ferroviários: “Injustificável”Foto: Enzo Marcus/Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
4 de agosto de 202623:26
Atualizado há 1 hora às 02:26

O governo de São Paulo manifestou nesta terça-feira (4/8) sua insatisfação com a decisão do Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil de manter a greve que atinge linhas da CPTM. Em nota oficial, a gestão estadual classificou a continuidade do movimento como «injustificável» e disse ter «absoluta reprovação» à medida, que deve se estender até a manhã desta quarta-feira (5/8).

De acordo com a Secretaria de Comunicação (Secom), a paralisação impõe «graves prejuízos a quase 1 milhão de passageiros» que utilizam o transporte ferroviário diariamente para trabalhar, estudar e acessar serviços essenciais. A nota ressalta que os efeitos da greve ultrapassaram o sistema ferroviário e comprometeram a mobilidade de toda a maior região metropolitana da América Latina.

Entre os impactos citados pelo governo estão a suspensão do rodízio municipal de veículos na capital e o registro de 720 quilômetros de congestionamento no período da manhã, o que teria penalizado milhões de paulistas. A gestão estadual também rebateu a justificativa do sindicato para a manutenção da paralisação, afirmando que não há demissões em curso decorrentes do processo de concessão.

«Dos 4.648 funcionários empregados em junho de 2026, 2.171 seguem na Linha 10-Turquesa; os demais estão contemplados no plano de realocação englobando Metrô, Artesp, Arsesp e outros órgãos», defendeu o governo na nota. A Secom acrescentou que, ao insistir na greve, o sindicato evidencia que sua motivação ultrapassa reivindicações trabalhistas e se concentra na defesa da reestatização dos serviços concedidos.

O sindicato, por sua vez, informou que a principal reivindicação é uma garantia formal, por escrito, de que todos os funcionários da CPTM terão os empregos preservados. A entidade disse que permanece aberta ao diálogo e que a greve poderá ser encerrada assim que o governo formalizar esse compromisso. A categoria deve realizar uma nova assembleia às 17h desta quarta-feira para avaliar o andamento das negociações.

Enquanto a paralisação segue, as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM continuam com operação afetada. Na manhã desta terça, passageiros do Metrô de São Paulo já sentiram os reflexos, com trens e plataformas mais lotados que o normal, especialmente na zona leste, a mais populosa da cidade. Estações como Paraíso, das linhas 1-Azul e 2-Verde, também registraram aumento de movimento.

A greve dos ferroviários ocorre em meio ao processo de concessão da CPTM à iniciativa privada, tema que tem gerado embates entre o governo estadual e a categoria. O governo Tarcísio de Freitas já havia classificado o movimento como baseado em «desinformação» e reafirmado que não há demissões em andamento.

A expectativa é que a assembleia marcada para o fim da tarde desta quarta-feira defina os rumos da paralisação, que pode ser encerrada caso haja avanço nas negociações. Enquanto isso, a orientação para os passageiros é buscar alternativas de transporte e se programar para possíveis atrasos.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/governo-de-sp-condena-continuidade-de-greve-dos-ferroviarios-injustificavel

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