A Polícia Militar de São Paulo divulgou imagens capturadas por câmeras corporais dos agentes que atuaram no resgate de passageiros da Linha 12-Safira, na manhã desta quinta-feira (23 de julho). Um incêndio em um vagão interrompeu a operação do trem, obrigando os usuários a desembarcarem e caminharem sobre os trilhos.
As gravações mostram policiais ajudando os passageiros a se equilibrarem nos trilhos e a pularem um muro que margeia a via férrea. Os agentes utilizaram uma escada para facilitar a saída dos usuários. "Segura aí no muro. Consegue? Quer apoio? Deixa eu apoiar aqui você. Apoiou. Vai lá", diz um policial no vídeo.
O fogo começou em um dos vagões, forçando a paralisação não apenas da Linha 12-Safira, mas também das linhas 11-Coral, 13-Jade e do Expresso Aeroporto. A concessionária Trivia Trens, que assumiu a operação dessas linhas na terça-feira (21 de julho), foi acionada para restabelecer o serviço.
A Trivia Trens assumiu a gestão com a promessa de ampliar a capacidade operacional e realizar melhorias na infraestrutura, incluindo a construção de novas estações. No entanto, pelo menos seis falhas foram registradas nos primeiros dois dias de operação sob a nova administração. Os problemas começaram no dia da inauguração, em duas estações que antes eram geridas pela CPTM.
Na quarta-feira (22 de julho), a estação Brás (Linha 12) operou com capacidade reduzida, e relatos de usuários indicam que o local ficou mais de 20 minutos sem receber trens. A superlotação fez com que filas ocupassem toda a plataforma. A estação Barra Funda (Linha 11) também enfrentou redução na operação, e um dos trens foi esvaziado, gerando filas ainda maiores.
Ainda na quarta-feira, os problemas se acumularam, totalizando mais de quatro ocorrências nas linhas Coral e Safira entre a manhã e o início da tarde. Passageiros manifestaram revolta com a situação. A concessionária Trivia Trens foi procurada pela reportagem, mas não respondeu até o fechamento desta matéria.
O incêndio desta quinta-feira reacendeu as críticas sobre a qualidade do serviço prestado. A CPTM, que anteriormente operava as linhas, não se pronunciou sobre o incidente. A expectativa é de que a Artesp avalie a continuidade da concessão.
Para os usuários, a falta de manutenção e os problemas recorrentes geram insegurança. "É desesperador ver fogo no trem e ter que andar nos trilhos sem saber se vai passar outro", relatou um passageiro que preferiu não se identificar. A situação levanta dúvidas sobre a capacidade da nova concessionária em cumprir as metas de melhoria prometidas.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/segura-no-muro-pm-resgate-passageiros


