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São Paulo

Suspeito de lavar dinheiro para o PCC temia investigação do FBI, mostram mensagens

Victor Shimada, alvo de sanção dos EUA, expressou medo de ser alvo da polícia federal americana em conversas obtidas pela Polícia Federal.

Victor Shimada, suspeito de lavar dinheiro para o PCC, temia investigação do FBI, segundo mensagens obtidas pela Polícia Federal. Foto: metropoles.com

Raphael Nogueira Felix
2 de julho de 202602:19
Atualizado há 2 horas às 05:19

Victor Henrique de Oliveira Shimada, um empresário brasileiro que foi alvo de sanções dos Estados Unidos por suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), demonstrou em conversas privadas o receio de ser investigado pelo FBI, a polícia federal norte-americana. As mensagens foram extraídas de celulares apreendidos pela Polícia Federal durante investigações no Brasil.

Em um dos diálogos, Shimada alerta um parceiro de negócios: “Esse papo vai dar FBI, mano. Os caras estão investigando pesado”. A frase foi registrada em meio a discussões sobre movimentações financeiras suspeitas e transações com criptomoedas.

Shimada foi condenado em 2025 pela Justiça Federal de São Paulo a três anos de prisão por lavagem de dinheiro, mas foi absolvido da acusação de furto de R$ 35 milhões de uma conta do Banco Votorantim. Atualmente, ele responde ao processo em liberdade.

As sanções americanas foram anunciadas após uma investigação conjunta do FBI, do Departamento de Justiça dos EUA e do Departamento de Segurança Interna. Segundo as autoridades, Shimada atuava como intermediário entre operadores do PCC na Flórida e traficantes internacionais, lavando cerca de US$ 30 milhões por meio de criptomoedas.

Nas mensagens, Shimada menciona negócios em países como Colômbia e México, além dos Estados Unidos. Ele fala sobre o uso de plataformas de câmbio de criptomoedas, como a Bitso, de origem mexicana, e demonstra preocupação com o rastreamento das transações: “Os caras já tão rastreando tudo, mano. Seria bom até trocar de wallet”.

A defesa de Victor Shimada afirmou que tomou conhecimento das sanções apenas na data do anúncio e que ainda não teve acesso aos documentos oficiais. Em nota, os advogados negam veementemente qualquer envolvimento com organização criminosa ou lavagem de dinheiro, e afirmam que a situação será analisada com a devida cautela.

O caso também tem conexão com o escândalo da Vai de Bet, envolvendo o Corinthians. Shimada foi preso em janeiro de 2025 por suspeita de lavagem de dinheiro relacionada a um esquema fraudulento de patrocínio do clube, mas foi solto duas semanas depois. As investigações continuam em âmbito nacional e internacional.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/esse-papo-vai-dar-fbi-mano-diz-alvo-dos-eua-por-elo-com-pcc

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