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Limeira

Testemunha afirma que jovem não demonstrou medo antes de cair em rope jump em SP

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu ao cair de ponte durante atividade sem cordas de proteção. Polícia investiga responsáveis.

Instagram/Reprodução

Raphael Nogueira Felix
25 de junho de 202618:20
Atualizado agora há pouco às 21:20

Uma testemunha ouvida pela polícia relatou que Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, aparentava estar tranquila e sorria antes de realizar o salto de rope jump que resultou em sua morte. O acidente ocorreu no dia 13 de junho, na Ponte do Esqueleto, divisa entre Limeira e Cordeirópolis, interior de São Paulo. A jovem caiu de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo, não resistindo aos ferimentos.

De acordo com o depoente, a estudante de Educação Física interagia com a câmera que portava, o que indicaria que ela não tinha conhecimento da ausência das cordas de proteção. O caso gerou comoção e levou à prisão de seis pessoas ligadas à organização do evento, que ocorria sem as devidas medidas de segurança.

Entre os detidos estão Maicon Fernandes Cintra, Luis Felipe Feliciano Egoroff e Vitor de Freitas Gonçalves, que aparecem em vídeo arremessando a vítima sem o equipamento de segurança. Eles foram presos em flagrante e tiveram a prisão convertida em preventiva. Posteriormente, outras três pessoas foram detidas: João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, Gabriel Barros Martins e Evelyne dos Santos Gonçalves, esta última apontada como principal organizadora.

A delegada Andréa Levy, responsável pelo inquérito, destacou que a vítima confiava integralmente nos instrutores, que se apresentavam como responsáveis técnicos. Segundo a autoridade, Maria Eduarda foi induzida a acreditar que todos os protocolos de segurança haviam sido observados, especialmente quanto à fixação do sistema de contenção de queda.

A jovem morava em Jandira, na Região Metropolitana de São Paulo, e trabalhava em uma academia de musculação, que lamentou a perda em suas redes sociais. Em seu perfil no Instagram, ela costumava compartilhar a rotina de treinos e, horas antes do salto, publicou uma foto da ponte com a legenda: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?”.

No momento da queda, Maria Eduarda portava uma câmera GoPro para registrar o salto, mas o equipamento não foi encontrado após o acidente. A polícia continua investigando o caso e solicitou à Justiça a prorrogação das prisões temporárias por 30 dias, até a conclusão do inquérito.

Fonte de referência: www.metropoles.com — https://www.metropoles.com/sao-paulo/rope-jump-testemunha-diz-que-jovem-morta-nao-demonstrou-medo-antes-do-salto

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