UrgenteMais de 117 mil profissionais de bares e restaurantes paulistas são treinados para proteger mulheres
← Voltar

São Paulo

Mais de 117 mil profissionais de bares e restaurantes paulistas são treinados para proteger mulheres

Iniciativa do Governo de São Paulo, o Protocolo Não se Cale capacita garçons e funcionários a identificar sinais de violência e acolher vítimas.

Garçom recebe treinamento do Protocolo Não se Cale, que capacita profissionais de bares e restaurantes a identificar e acolher vítimas de violência contra a mulher. Foto: Agência SP

Raphael Nogueira Felix
12 de junho de 202620:51
Atualizado há 6 horas às 23:51

O Governo de São Paulo anunciou que mais de 117 mil profissionais de bares, restaurantes e casas de show em todo o estado já foram treinados para atuar na proteção de mulheres em situação de risco. A capacitação, oferecida por meio do Protocolo Não se Cale, ensina funcionários a identificar sinais de alerta, acolher vítimas e acionar a rede de apoio.

O curso, obrigatório por lei, é gratuito e realizado a distância, com carga horária de 15 horas. Desenvolvido pela Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp), o treinamento está disponível na plataforma de Ensino à Distância da Fundação Procon-SP. Os participantes aprendem a reconhecer comportamentos suspeitos, abordar discretamente a mulher e preservar provas, como imagens de câmeras de segurança.

De acordo com a Secretaria de Políticas para a Mulher, os estabelecimentos também devem fixar cartazes informativos em locais estratégicos, como balcões, caixas e banheiros femininos. O material de sinalização pode ser baixado gratuitamente no site da SP Mulher.

A iniciativa ganha destaque no Dia dos Namorados, data em que aumenta o movimento em bares e restaurantes. A secretária Adriana Liporoni ressalta que o protocolo oferece diretrizes claras para que os espaços de lazer saibam como agir, fortalecendo a rede de proteção e promovendo ambientes seguros.

O protocolo permite que a mulher peça ajuda de forma discreta, inclusive por meio de um sinal universal: abrir a palma da mão e fechar os quatro dedos sobre o polegar. Ao receber o alerta, o profissional capacitado deve afastar a vítima do agressor e levá-la a um local seguro.

Maria Eduarda Skaff, estudante de medicina, relata que a presença do protocolo traz sensação de acolhimento. “Saber que o estabelecimento se preocupa com a segurança transmite responsabilidade e cuidado”, afirma. Já Netinho Dourado, primeiro atendente do bar O Pasquim a fazer o curso, destaca que o treinamento ajuda a manter o olhar atento e a agir com discrição.

Profissionais e gestores interessados em integrar a rede podem acessar o curso no site oficial do governo. A expectativa é que o número de capacitados continue crescendo, ampliando a proteção às mulheres em todo o estado.

Fonte de referência: Agência SP — https://www.agenciasp.sp.gov.br/bares-e-restaurantes-de-sao-paulo-tem-mais-de-117-mil-profissionais-treinados-para-proteger-mulheres-em-risco-de-violencia/

violência contra a mulherProtocolo Não se Calecapacitaçãobares e restaurantesSão Pauloia-auto