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São Paulo

Sete cidades paulistas lideram ranking nacional de eficiência no combate ao desperdício de água

Levantamento do Instituto Trata Brasil aponta que, entre os 12 municípios brasileiros com padrão de excelência em perdas hídricas, sete estão em São Paulo.

Sete cidades paulistas se destacam em ranking nacional de eficiência no combate ao desperdício de água. Foto: Agência SP

Raphael Nogueira Felix
3 de junho de 202610:10
Atualizado há 2 horas às 13:10

Um estudo recente do Instituto Trata Brasil, denominado Perdas de Água 2026, revelou que sete cidades do estado de São Paulo estão entre as 12 que atingem o mais alto padrão de eficiência no combate ao desperdício de água no país. A pesquisa analisou os 99 municípios mais populosos do Brasil, com base em dados oficiais do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa) referentes a 2024.

O critério utilizado para classificar as cidades como excelentes foi o cumprimento simultâneo de dois limites estabelecidos pela Portaria 788/2024 do Ministério das Cidades. Essa norma define tetos máximos de perdas de água na distribuição para que os municípios possam acessar financiamentos federais para abastecimento a partir de 2033. As cidades que se destacaram apresentaram índices inferiores a 25% de perdas percentuais e a 216 litros por ligação por dia no indicador volumétrico.

Entre os municípios paulistas que figuram na lista estão Suzano, Santos, Taubaté e Franca, todos atendidos pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). As demais cidades do estado que aparecem no ranking possuem gestão municipal própria dos serviços de saneamento. O desempenho reflete investimentos contínuos em infraestrutura e modernização dos sistemas de distribuição.

Quando os indicadores são analisados separadamente, o número de cidades paulistas em nível de excelência é ainda maior. Vinte municípios brasileiros cumprem o teto de 25% de perdas na distribuição, enquanto 18 atendem ao limite volumétrico. Nesse recorte, dez cidades de São Paulo aparecem em pelo menos uma das listas, incluindo a capital, além de São José do Rio Preto, Limeira, Campinas, São Bernardo do Campo e Itaquaquecetuba.

No comparativo entre estados, São Paulo registrou uma taxa média de perdas na distribuição de 32,15% em 2024, inferior à média nacional de 39,53%. Esse resultado coloca o estado na sexta posição entre as 27 unidades da federação com menor desperdício. No indicador volumétrico, a média paulista foi de 280 litros por ligação ao dia, também abaixo da média brasileira de 349 litros.

Os números positivos são atribuídos a uma série de medidas adotadas pela Sabesp e pelos municípios. Até 2029, a companhia estadual prevê investir cerca de R$ 9 bilhões em programas de redução de perdas, renovação de redes, digitalização de sistemas e incorporação de novas tecnologias. Um dos destaques é o maior projeto de hidrômetros inteligentes do mundo, com investimento de R$ 3,8 bilhões, que permite identificar vazamentos não visíveis em tempo real e enviar alertas aos consumidores.

Outra iniciativa relevante é a gestão da pressão na rede de distribuição. Entre outubro de 2025 e março de 2026, a Sabesp economizou 151 bilhões de litros de água ao reduzir a pressão durante o período noturno na Grande São Paulo. Esse volume seria suficiente para abastecer toda a região metropolitana por um mês. Além disso, foram realizadas mais de 60 mil ações preventivas, com inspeção em mais de 17 mil quilômetros de rede.

O estudo do Instituto Trata Brasil reforça a importância de políticas públicas e investimentos para garantir a segurança hídrica e a sustentabilidade dos recursos. As cidades que alcançaram o padrão de excelência servem de referência para as demais, especialmente diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas e pelo crescimento populacional.

Fonte de referência: Agência SP — https://www.agenciasp.sp.gov.br/sp-tem-7-cidades-no-ranking-das-12-com-padrao-de-excelencia-entre-as-que-menos-desperdicam-agua-no-brasil/

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