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Porto de Santos mantém operação normal apesar de protesto de caminhoneiros

Manifestação pacífica de caminhoneiros no acesso ao Porto de Santos não afetou as operações portuárias, que seguem sem anormalidades.

Manifestação pacífica de caminhoneiros no acesso ao Porto de Santos não afeta operações portuáriasFoto: metropoles.com
Raphael Nogueira Felix
13 de julho de 202614:28
Atualizado há 1 dia às 17:28

O Porto de Santos, no litoral de São Paulo, operou normalmente nesta segunda-feira (13/7) apesar de uma paralisação de caminhoneiros em diversos pontos do país. De acordo com a Autoridade Portuária de Santos (APS), houve um bloqueio parcial e pacífico no acesso ao porto pela manhã, com duração inferior a uma hora, mas os manifestantes permitiram a passagem quando solicitada.

A APS informou que as operações portuárias ocorrem sem anormalidades e que não há registro de impactos no trânsito das vias portuárias. As vias estão totalmente liberadas, segundo a autoridade portuária.

Cerca de 70 manifestantes se reuniram na Rua Augusta Scaraboto, conforme a Polícia Militar (PM). Eles conversavam com motoristas que passavam pelo local para reivindicar a votação da Medida Provisória n° 1.343, conhecida como MP do Frete. A norma define regras para o transporte rodoviário de cargas, como cadastramento de operações, emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e medidas para assegurar o cumprimento do piso mínimo do frete.

A via permanece liberada ao trânsito, sem interdições. Segundo a PM, até o momento não foram identificadas bandeiras ou representantes de sindicatos ou associações, tampouco a utilização de carros de som.

O Porto de Santos é o maior do hemisfério sul, com cerca de 7,5 mil caminhões passando diariamente em uma área de 120 km de acessos internos. A situação é acompanhada pela PM e monitorada pela assessoria do local.

O deputado federal Zé Trovão (PL-SC), que ficou conhecido pela greve de caminhoneiros de 2018, lembrou que a MP do Frete foi aprovada na Câmara e está pronta para votação no Senado desde 1º de julho. Segundo ele, a expectativa é de que a matéria seja colocada na pauta desta terça-feira (14/7).

“A paralisação iniciada no Porto de Santos e em outros pontos do país é uma decisão da própria categoria, preocupada com a possibilidade de a MP caducar. Respeito o direito à manifestação pacífica, mas defendo que a melhor solução é pautar e votar a MP no dia 14”, disse o deputado.

O texto foi editado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em março, em meio a ameaças de greve por parte dos caminhoneiros. É necessário que ele seja votado e aprovado até a próxima quinta-feira (16/7). Caso contrário, a MP perde a validade.

O parlamentar afirmou que os caminhoneiros podem ampliar a greve, podendo se estender para todo o país. “Caso não seja votada e a MP caduque, caminhoneiros afirmam que poderão ampliar a mobilização para uma paralisação nacional. Esse movimento vem sendo organizado pelos próprios caminhoneiros, por meio de grupos de WhatsApp, redes sociais e outros canais de comunicação”, destacou.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/paralisacao-caminhoneiros-porto-santos

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