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Mulher é presa após se passar por adolescente e viver mais de um ano com família em Santa Catarina

Uma mulher de 37 anos foi presa em Joinville, no Norte de Santa Catarina, após ser identificada pela Polícia Civil como suspeita de utilizar uma falsa identidade para se apresentar como uma adolescente de 12 anos e ser acolhida por uma família durante mais de um ano.

Mulher de 37 anos se passava por adolescente de 12 anos em Joinville (SC). Foto: Polícia Civil/Divulgação

Raphael Nogueira Felix
3 de junho de 202608:42
Atualizado há 3 horas às 11:46

De acordo com as investigações, a suspeita teria convencido os moradores de que havia fugido do estado do Pará para escapar de uma situação de violência familiar. Sensibilizada com a história, a família passou a tratá-la como filha, oferecendo moradia, cuidados e apoio emocional ao longo de aproximadamente 14 meses.

Segundo a Polícia Civil, a mulher utilizava o nome fictício de "Gabriele" e mantinha comportamentos que reforçavam a narrativa construída. Entre as estratégias apontadas pelos investigadores estavam mudanças na voz, atitudes infantilizadas e relatos de supostos problemas de saúde para justificar características incompatíveis com a idade informada.

Durante o período em que permaneceu na residência, a suspeita participou da rotina familiar e chegou a receber comemorações de aniversário, presentes e um quarto decorado com elementos infantis. A relação de confiança, segundo a polícia, foi construída gradualmente até que familiares passaram a desconfiar da versão apresentada.

A fraude veio à tona após informações repassadas às autoridades, que iniciaram uma apuração detalhada. Conforme o delegado responsável pelo caso, foi constatado que a mulher já possuía registros semelhantes em outros estados brasileiros, indicando um possível histórico de utilização da mesma estratégia.

As investigações apontam ainda que ela teria recebido ajuda financeira e apoio de integrantes de uma comunidade religiosa local antes de ser acolhida pela família.

Após a confirmação da verdadeira identidade da suspeita, ela foi presa pelos crimes de falsa identidade e estelionato. A Polícia Civil continua analisando o caso para verificar se existem outras possíveis vítimas e se houve obtenção de vantagens materiais durante o período em que viveu sob a falsa identidade.

O episódio chamou a atenção pela complexidade da fraude e pelo forte envolvimento emocional criado com a família que acreditava estar ajudando uma adolescente em situação de vulnerabilidade.

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