A família de Kewin dos Santos Nunes, de 22 anos, vive uma situação de angústia desde outubro. O jovem desapareceu em 7 de agosto e foi encontrado vítima fatal 16 dias depois, em uma área de mata em Suzano, na Grande São Paulo. Após dois meses de espera pela conclusão do laudo que confirmaria a identidade dos restos mortais, a mãe, Patricia dos Santos Nunes, foi surpreendida com o desaparecimento dos restos do Instituto Médico Legal (IML) da cidade.
O caso veio à tona no último sábado (31/10), quando funcionários da funerária contratada pela família chegaram ao IML para realizar o sepultamento e foram informados de que o corpo não estava mais no local. O sepultamento estava agendado para este domingo (1º/11), mas não pôde ser realizado.
«Quando funcionários da funerária chegaram ao IML, eles foram informados que meu filho não estava lá. Perguntamos, e os funcionários não sabem explicar o que aconteceu», relatou Patricia, em trecho registrado no Boletim de Ocorrência.
De acordo com a mãe, após a confirmação da identidade pelo Núcleo de Antropologia da Polícia Científica do Estado de São Paulo, em setembro, o IML de Suzano informou que a família poderia dar início aos trâmites para o sepultamento. «Assinei documentos pertinentes, dando prosseguimento aos trâmites necessários para o sepultamento, inclusive contratando funerária e comunicando o cartório», afirmou ela no B.O.
A Polícia Civil investiga o sumiço dos restos mortais como irregularidades funcionais, com possibilidade de alteração na tipificação criminal. O caso é conduzido pelo Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP) de Mogi das Cruzes.
Procurada pela reportagem, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) não informou se uma sindicância foi aberta ou se algum servidor foi afastado. O espaço permanece aberto para manifestação.
Patricia, que também é mãe de uma menina de 12 anos, disse ter ouvido que o IML está apurando eventuais falhas nos procedimentos de transporte, recebimento, armazenamento ou destinação dos restos mortais. A família, que mora em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, aguarda respostas desde o desaparecimento do jovem.
Kewin era o filho mais velho de Patricia e desapareceu em 7 de agosto; seu corpo foi localizado vítima fatal no dia 23 do mesmo mês. A identificação foi confirmada em setembro, após exames no Núcleo de Antropologia, na capital paulista.
O caso segue em investigação e a família cobra esclarecimentos sobre o paradeiro dos restos mortais. A reportagem procurou o IML de Suzano, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.
Fonte de referência: São Paulo – Metrópoles — https://metropoles.com/sao-paulo/apos-restos-de-filho-desaparecer-do-iml-mae-vai-em-busca-por-respostas

