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Embu das Artes

Família de mulher morta em Embu das Artes contesta tese de óbito e aponta feminicídio

Soldado da PM foi preso no velório da esposa após inconsistências no relato sobre a morte dela. Caso é investigado como morte suspeita.

"Não se matou", diz avó de mulher achada morta com arma de marido PMFoto: Reprodução
Raphael Nogueira Felix
8 de setembro de 202602:58
Atualizado agora há pouco às 05:58

A Justiça decretou a prisão temporária de um soldado da Polícia Militar de São Paulo, de 26 anos, suspeito de envolvimento na morte da esposa, encontrada com um ferimento de bala na cabeça dentro da residência do casal, em Embu das Artes, na região metropolitana da capital. A detenção ocorreu durante o velório da vítima, na segunda-feira (7/9).

A mulher, de 29 anos, foi localizada sem vida no banheiro da suíte da casa, no bairro Chácaras Bartira, na manhã de domingo (6/9). Sob o corpo, os socorristas encontraram a arma funcional do policial, uma Taurus calibre .357 Magnum. Também foram apreendidos coldre, carregador, munições e um estojo de munição deflagrado.

O caso foi inicialmente registrado como morte suspeita, com a hipótese de óbito sendo considerada. No entanto, a família da vítima rejeita essa versão e alega que se trata de um possível feminicídio. A avó da mulher afirmou que ela não morreu, reforçando as suspeitas de que o disparo tenha sido causado por terceiros.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), as investigações apontaram indícios de infração penal, dada a dinâmica dos fatos e elementos objetivos preliminarmente colhidos. A pasta informou que o policial foi apresentado pela Corregedoria da PM e encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital paulista.

O boletim de ocorrência registra que há dúvida razoável sobre a tese de óbito. A polícia destacou que não foi possível estabelecer, de plano, a dinâmica do evento, o que exige aprofundamento técnico-pericial para esclarecer a autoria e as circunstâncias do disparo. A ocorrência foi registrada sem autoria definida, permanecendo em apuração a hipótese de óbito ou eventual intervenção de terceira pessoa.

Segundo o registro policial, nas horas anteriores ao ocorrido, o casal havia conversado sobre o fim do relacionamento. No imóvel, também estava uma irmã do soldado, de 19 anos, que cuidava do filho pequeno do casal. A união estável durava cerca de quatro anos, e a vítima deixou uma criança.

A defesa do policial classificou a morte como uma fatalidade e sustentou a tese de óbito relatada pelo investigado. O advogado afirmou que o soldado está abalado e que confia na elucidação dos fatos pelas autoridades competentes.

O caso é investigado pela Delegacia de Embu das Artes, que segue com diligências para esclarecer todas as circunstâncias. A perícia analisa a trajetória do projétil e a posição do corpo para determinar se houve ou não intervenção de terceira pessoa. A família da vítima pede justiça e cobra uma apuração rigorosa do caso.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/possivel-feminicidio-esposa-soldado-pm

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