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Disputa ao Senado no Alasca tem homônimos e leva FBI a intensificar apuração

Investigação federal apura suspeita de articulação democrata para lançar candidato com mesmo nome de adversária republicana; Departamento de Justiça quer impedir certificação do resultado.

Midterms: caso de nomes iguais no Alasca faz Trump mobilizar o FBIFoto: Justin Sullivan/Getty Images
RN
Raphael Nogueira Felix
1 de novembro de 202607:37
Atualizado há 3 horas às 10:37

A administração do presidente Donald Trump ampliou a apuração sobre uma suposta manobra de democratas no Alasca para interferir na eleição ao Senado dos Estados Unidos. O caso envolve o recrutamento de um candidato com o mesmo nome de uma adversária republicana, o que, segundo autoridades, pode confundir eleitores.

O procurador federal do Alasca, Michael Heyman, declarou que a mobilização de recursos do FBI aumentou após a publicação de uma reportagem do jornal The New York Times sobre o episódio. Vários promotores foram designados para acompanhar a investigação, que, de acordo com ele, avança de forma «intensa e rápida».

«Todos os cidadãos do Alasca merecem uma eleição justa, e é isso que terão», afirmou Heyman. «Qualquer pessoa que tentar enganar ilegalmente os eleitores e interferir na eleição terá que responder por isso.»

A reportagem apontou que integrantes da equipe de campanha de Mary Peltola e do braço de campanha do Partido Democrata para o Senado teriam ajudado a recrutar Daniel J. Sullivan Jr., professor aposentado que vive em uma vila de pescadores remota, para concorrer ao cargo.

Peltola negou ter conhecimento de qualquer iniciativa para recrutar Sullivan. O Comitê Democrata de Campanha para o Senado também rejeitou envolvimento na articulação. O professor aposentado, por sua vez, negou ter coordenado sua candidatura com a campanha da parlamentar. «Estou profundamente ofendida por essas acusações de envolvimento com a candidatura de outra pessoa», declarou.

O Alasca adota um sistema eleitoral em que os quatro candidatos mais votados na etapa inicial seguem para a eleição geral, independentemente do partido. Com isso, os dois candidatos chamados Dan Sullivan conseguiram espaço na cédula que será apresentada aos eleitores em novembro.

O senador Dan S. Sullivan, republicano, disputa a reeleição contra Mary Peltola, democrata, e outros dois candidatos. Daniel J. Sullivan, o professor aposentado, também aparece entre os nomes disponíveis para escolha.

A possibilidade de confusão entre os candidatos passou a ser questionada por autoridades republicanas e levou o Departamento de Justiça a recorrer à Justiça. Uma semana antes, o órgão entrou com uma ação civil para tentar impedir a certificação do resultado da eleição caso o senador republicano perca por uma diferença de votos inferior à quantidade recebida pelo candidato homônimo.

Quando questionado sobre a iniciativa, Trump assumiu a responsabilidade pela ação. «Fui eu quem disse para fazer isso», afirmou o presidente. As eleições de meio de mandato estão marcadas para a próxima terça-feira (3/11).

Fonte de referência: Mundo – Metrópoles — https://metropoles.com/mundo/midterms-caso-de-nomes-iguais-no-alasca-faz-trump-mobilizar-o-fbi

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