UrgenteJustiça nega liminar a irmã acusada de envolvimento na morte do empresário Igor Peretto
← Voltar

Praia Grande

Justiça nega liminar a irmã acusada de envolvimento na morte do empresário Igor Peretto

O Tribunal de Justiça de São Paulo negou o pedido de urgência apresentado pela defesa de Marcelly Peretto, que aguarda julgamento do habeas corpus.

Arte/Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
17 de julho de 202621:47
Atualizado há 5 horas às 00:47

A Justiça de São Paulo negou o pedido de liminar solicitado pela defesa de Marcelly Marlene Delfino Peretto, acusada de participar da morte do próprio irmão, o empresário Igor Peretto. A decisão foi divulgada nesta sexta-feira (17/7). Apesar do indeferimento, o habeas corpus ainda não foi julgado em definitivo e segue sob análise dos desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

Na prática, a negativa da liminar significa que o pedido de urgência feito pela defesa não foi atendido antes da análise completa do caso. O mérito do habeas corpus ainda será apreciado pelo TJSP, que decidirá se concede ou não a liberdade provisória à acusada.

A defesa de Marcelly informou que a decisão trata apenas do pedido liminar e reforçou que o mérito continua em julgamento. No despacho, o juiz responsável pelo caso declarou que já prestou as informações solicitadas pela instância superior e determinou que o processo aguarde o julgamento definitivo.

Marcelly, de 22 anos, responde ao processo ao lado de Mário Vitorino da Silva Neto, de 25 anos, e Rafaela Costa da Silva, viúva de Igor. Os três são acusados de envolvimento no assassinato do empresário, ocorrido em 31 de agosto de 2024, em Praia Grande, litoral paulista.

De acordo com a investigação, Igor foi morto a facadas por Mário Vitorino, que era amigo e cunhado da vítima. A motivação do crime estaria ligada a uma complexa rede de traições, que envolvia relacionamentos extraconjugais entre os envolvidos. A Polícia Civil apontou que Igor teria descoberto que estava sendo traído pela esposa, Rafaela, que mantinha um caso com Mário.

Rafaela, que já foi presa e depois solta, teve sua denúncia desclassificada pela Justiça. Ela não estava no apartamento de Marcelly no momento do crime, mas, segundo o Ministério Público, teria atraído a vítima até o local para ser executada. A defesa dos réus nega a existência de um triângulo amoroso e alega que não houve premeditação.

Marcelly e Mário são acusados de homicídio com três qualificadoras: motivo torpe, meio cruel e emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima. A cronologia do crime, elaborada pela polícia, mostra que Marcelly e Rafaela chegaram ao prédio de Marcelly por volta das 4h32 da madrugada. Cerca de uma hora depois, Rafaela saiu sozinha, e Mário e Igor chegaram juntos ao local.

Imagens de câmeras de segurança registraram os últimos momentos de Igor com vida. Vinte minutos após a chegada dos homens, Mário e Marcelly deixaram o prédio pelas escadas, em direção ao subsolo. A polícia concluiu que houve uma discussão entre o trio, e Mário desferiu diversos golpes de faca em Igor, que morreu no local.

O caso segue em tramitação na Justiça, e o julgamento do habeas corpus de Marcelly deve ocorrer nas próximas semanas.

Caso Peretto: acusada de matar irmão tem habeas corpus liminar negado - destaque galeria
Caso Peretto: acusada de matar irmão tem habeas corpus liminar negado - destaque galeria

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/caso-peretto-acusada-de-matar-irmao-tem-habeas-corpus-liminar-negado

Caso PerettoMarcelly Perettohomicídiohabeas corpusPraia Grandeia-auto