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Limeira

Empresária de rope jump é indiciada por homicídio qualificado após morte de jovem em Limeira

Evelyne dos Santos Gonçalves, CEO do grupo 'Entre Cordas', foi indiciada por homicídio qualificado e fraude processual pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas durante salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira.

Evelyne dos Santos Gonçalves, CEO do grupo 'Entre Cordas', foi indiciada por homicídio qualificado e fraude processual pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas durante salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira. Foto: metropoles.com

Raphael Nogueira Felix
2 de julho de 202614:08
Atualizado agora há pouco às 17:08

A Polícia Civil de São Paulo indiciou formalmente a empresária Evelyne dos Santos Gonçalves pelos crimes de homicídio qualificado e fraude processual, relacionados à morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ocorrida em 13 de junho durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior paulista. A informação foi divulgada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) nesta quinta-feira (2/7).

Evelyne, que se apresentava como CEO do grupo “Entre Cordas” — responsável pela organização do evento —, estava presa desde 20 de junho. Segundo a delegada Andréa Levy, responsável pelo inquérito, há evidências de que a empresária integrava o núcleo organizacional da atividade, participando da definição de aspectos logísticos, administração dos participantes, divulgação e manutenção da estrutura operacional.

O indiciamento ocorre no âmbito de uma nova linha de investigação, que analisou a conduta de Evelyne e de outros dois presos no caso: João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins. Diferentemente da empresária, os dois homens não foram indiciados, e a polícia solicitou a revogação de suas prisões. Para Evelyne, foi pedida a conversão da prisão temporária em preventiva, que será analisada pela Justiça.

O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) na quarta-feira (1º/7). Em depoimento, Evelyne afirmou que não presenciou o momento do salto, mas ouviu o barulho da queda e percebeu a reação de espanto do público e dos instrutores.

Além dos três citados, permanecem presos os instrutores que efetuaram o arremesso da jovem: Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves. A Justiça negou pedidos de soltura apresentados pela defesa deles.

Embora essa segunda linha de investigação tenha sido concluída, o inquérito principal sobre o caso segue em andamento. A polícia continua apurando o paradeiro da câmera utilizada pela vítima, que pode conter imagens relevantes do ocorrido.

O caso gerou repercussão e levou o governo de São Paulo a vistoriar locais onde são realizados esportes de aventura e risco, além de o MPSP criar um documento para orientar a prática de modalidades como o rope jump. A tragédia também motivou pedidos de investigação sobre ataques virtuais sofridos pela jovem após sua morte.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/ceo-empresa-rope-jump-indiciada

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