Uma ocorrência de violência doméstica mobilizou a Polícia Militar no último domingo (19) no Guarujá, litoral de São Paulo. Duas crianças, uma menina de 5 anos e um menino de 1 ano e 10 meses, foram resgatadas de dentro de uma casa com múltiplos ferimentos no rosto e no corpo. A mãe delas, que não teve a identidade revelada, é a principal suspeita e nega ter agredido os filhos.
A polícia foi acionada após denúncia de que a mulher estaria agredindo a filha com socos no rosto. Ela estava dentro de casa, armada com uma faca, na companhia das duas crianças. Ao chegarem ao local, os agentes encontraram a suspeita em estado alterado.
De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher apresentava “falas desconexas, desorganização do pensamento, instabilidade emocional e baixa capacidade de colaboração”. A negociação só avançou com a chegada do companheiro dela, que forneceu as chaves e ajudou no diálogo.
Após a entrada dos policiais, a suspeita foi contida e as crianças foram resgatadas. A menina sofreu traumatismo na região do rosto, sangramento facial e múltiplas escoriações, enquanto o menino apresentava um corte na mão esquerda. As lesões foram constatadas por avaliação clínica no local.
Um conselheiro tutelar foi acionado e conversou com a mulher, que permanecia em uma maca devido à agitação. Segundo o registro policial, ela deu versões contraditórias sobre a origem dos ferimentos.
“Estou sendo perseguida por vizinhos. As lesões da minha filha foram causadas por terceiros. O corte na mão do meu filho foi ele mesmo quem fez, ao manusear uma faca”, disse a suspeita, segundo o BO.
Diante da falta de segurança, as crianças foram encaminhadas à Casa de Passagem de Guarujá. A mulher afirmou ainda que faz acompanhamento psicológico em um grupo de apoio a pessoas de baixa renda e usuários de drogas, chamado “Tio João”, no bairro Vila Baiana.
O companheiro da suspeita, que estava no trabalho no momento dos fatos, negou já ter presenciado agressões físicas. Ele afirmou que a mulher costumava advertir os filhos apenas verbalmente e que era “uma pessoa protetora em relação aos filhos”. Também disse nunca ter visto a companheira usar drogas, apenas consumir bebida alcoólica socialmente.
Apesar das lesões, a mulher não foi presa. O caso foi registrado como lesão corporal, violência doméstica e maus-tratos na Delegacia de Polícia de Guarujá e segue sob investigação da Polícia Civil.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/mae-suspeita-traumatismo-filha


