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São Paulo

Urnas são recolhidas em colégio da zona sul de SP antes do fim da prorrogação determinada pelo STF

Imagem registrada pelo Metrópoles mostra equipamentos já acondicionados em caixas no Liceu Pasteur, na Vila Mariana, às 17h, apesar de decisão de Zanin que estendia votação até 19h.

Foto mostra urnas recolhidas na zona sul, mesmo após prorrogação de votaçãoFoto: William Cardoso/Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
25 de outubro de 202618:17
Atualizado agora há pouco às 21:17

Uma fotografia feita pela reportagem do Metrópoles na escola Liceu Pasteur, na Vila Mariana, zona sul de São Paulo, flagrou urnas eletrônicas já guardadas em caixas e mesários reunidos no local por volta das 17h deste domingo (25/10). O horário contraria a determinação do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que havia prorrogado o funcionamento das seções eleitorais até as 19h.

A decisão de Zanin foi tomada após pedido do Partido dos Trabalhadores (PT), que relatou problemas de transporte público em diversas cidades do país, com maior incidência em São Paulo e Salvador. O objetivo era permitir que eleitores que enfrentaram dificuldades de deslocamento pudessem votar.

Segundo apuração preliminar, os mesários do Liceu Pasteur teriam recebido informação equivocada de que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, não teria acatado a decisão de Zanin. Com isso, seguiram o protocolo padrão de encerrar a votação às 17h, no horário de Brasília.

A cena no colégio da Vila Mariana não foi isolada. Relatos de mesários em diferentes regiões de São Paulo indicaram que diversas seções fecharam as portas e recolheram os equipamentos no horário original, antes mesmo da publicação oficial da prorrogação.

O episódio gerou dúvidas sobre a uniformidade da aplicação da medida nos locais de votação. A prorrogação determinada pelo STF previa que apenas as urnas que ainda estivessem abertas às 17h continuassem recebendo votos até as 19h. Equipamentos já lacrados e recolhidos, como os registrados na imagem, não poderiam ser reabertos.

A votação do segundo turno de 2026 foi marcada por transtornos logísticos, especialmente nas capitais. A falta de ônibus em quantidade suficiente para atender a demanda foi o principal argumento apresentado pelo PT ao STF para justificar a extensão do horário.

Procurado, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) não havia se manifestado até a publicação desta reportagem sobre o ocorrido no Liceu Pasteur. O Metrópoles tentou contato com a assessoria do TSE para esclarecer a orientação repassada aos mesários, mas não obteve retorno até o fechamento do texto.

A reportagem também apurou que, em outras escolas da capital, eleitores chegaram após as 17h e encontraram as portas fechadas, sem qualquer aviso sobre a prorrogação. A situação foi registrada em pelo menos três zonas eleitorais da região central e da zona oeste.

O caso levanta questionamentos sobre a comunicação entre as instâncias eleitorais e os trabalhadores que atuam nos locais de votação. A expectativa é de que o TSE divulgue um balanço oficial sobre o número de seções que encerraram os trabalhos antes das 19h e as justificativas apresentadas.

Enquanto isso, a apuração dos votos segue sob acompanhamento do STF, que determinou a pausa no processo até que se esclareça o alcance da prorrogação. Novas informações devem ser divulgadas ao longo da noite.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/foto-mostra-urnas-recolhidas-na-zona-sul-mesmo-apos-prorrogacao-de-votacao

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