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São Paulo

Governo paulista formaliza PPP do novo centro administrativo no Campos Elíseos

Contrato assinado prevê investimentos de R$ 6 bilhões em 30 anos e concentração de órgãos estaduais em um único complexo na região central da capital.

Governo de SP assina contrato da PPP do Novo Centro AdministrativoFoto: Reprodução
Raphael Nogueira Felix
23 de outubro de 202607:58
Atualizado agora há pouco às 10:58

O governo do estado de São Paulo oficializou, na quinta-feira (22), a assinatura do contrato de parceria público-privada (PPP) destinado à construção do novo Centro Administrativo, que será erguido no bairro Campos Elíseos, na região central da capital. A publicação do ato ocorreu no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (23).

Com o contrato firmado, a próxima fase abrange a elaboração dos planos da concessão, o desenvolvimento dos projetos básico e executivo, a obtenção das licenças ambientais e urbanísticas e as demais providências necessárias para tirar o empreendimento do papel. O consórcio vencedor, denominado Novo Centro, é integrado pelas empresas Zetta Infraestrutura, M4 Investimentos, Engemat, RKZ e Iron Property.

A disputa pelo leilão foi realizada em fevereiro deste ano na B3, a bolsa de valores paulistana. O valor máximo de contraprestação mensal admitido no edital era de R$ 76,6 milhões, considerando um horizonte de 25 anos, o que totalizaria R$ 22,9 bilhões. O grupo vencedor apresentou desconto de 9,62% e aceitou receber R$ 69,2 milhões por mês.

As estimativas oficiais apontam investimentos da ordem de R$ 6 bilhões ao longo de 30 anos. Desse montante, R$ 3,4 bilhões devem ser aportados pelo governo estadual na etapa de obras, enquanto a futura concessionária ficará responsável por R$ 2,7 bilhões.

O projeto arquitetônico escolhido para a nova sede foi definido em concurso vencido, no dia 7 de agosto, pelo escritório paulistano Opera Quatro Arquitetura Ltda. A proposta prevê edifícios de diferentes tipologias, com alturas e orientações variadas, que delimitam espaços de conexão entre ruas. Na área que abriga dois imóveis tombados na quadra 34, defronte a outros três, está prevista a criação de uma praça seca.

O complexo, com cerca de 288 mil metros quadrados, deve reunir o gabinete do governador, as secretarias estaduais e outros órgãos públicos que hoje se espalham por quase 40 endereços na capital. A concentração administrativa é apresentada pelo governo como forma de reduzir custos de manutenção e facilitar o atendimento ao cidadão.

Quando o projeto foi anunciado pela gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos), a estimativa inicial de custo girava em torno de R$ 4 bilhões. Alterações no projeto arquitetônico, como a inclusão de mais vagas de garagem, elevaram o valor previsto. A mudança gerou questionamentos por contrariar a proposta de incentivar o uso do transporte público pelos servidores.

A assinatura do contrato representa o avanço de uma das principais iniciativas de reestruturação patrimonial do estado. Ainda não há prazo divulgado para o início das obras, que dependem da conclusão dos projetos e das licenças. O governo não informou detalhes sobre a data de transferência dos órgãos para a nova sede.

Procurada, a gestão estadual não se manifestou sobre questionamentos relativos ao aumento de custos ou ao calendário de implantação até a publicação desta reportagem.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/governo-de-sp-assina-contrato-da-ppp-do-novo-centro-administrativo

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