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Santos

Jovem agredido em evento político em Santos tem morte cerebral; caso é investigado

Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, foi agredido durante apresentação da banda Esquerdantina, em Santos. O quadro de morte cerebral foi confirmado neste domingo (25). A polícia apura o caso, com suspeita de motivação homofóbica.

Jovem agredido Santos esquerda atoFoto: Reprodução/Redes
Raphael Nogueira Felix
25 de outubro de 202616:15
Atualizado agora há pouco às 19:15

Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, que foi agredido na noite da última sexta-feira (23) durante um evento político em Santos, no litoral de São Paulo, teve o diagnóstico de morte cerebral confirmado neste domingo (25). A informação foi obtida pela reportagem com pessoas próximas à família, que classificam o quadro como irreversível.

O jovem participava de uma apresentação da banda Esquerdantina, que se apresentava em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quando foi agredido e ficou inconsciente. Ele foi socorrido e levado à Santa Casa de Santos, onde permaneceu internado em coma induzido até a confirmação da morte encefálica.

As circunstâncias da agressão ainda não foram esclarecidas pelas autoridades. A principal suspeita é de que o ataque tenha sido motivado por homofobia, o que é investigado pela Polícia Civil. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) acompanha o caso, mas não divulgou detalhes até a conclusão desta reportagem.

Em relato à imprensa, o músico Luiz Santana, integrante da Esquerdantina, afirmou que a banda nunca havia registrado episódios de violência em seus eventos. «A gente ficou muito assustado com tudo que aconteceu. Temos o Esquerdantina há muitos anos, coisa de oito anos, se eu não me engano, e nunca tivemos um problema assim», declarou.

A banda divulgou nota oficial em que manifesta solidariedade à vítima e aos familiares e exige a rápida apuração do caso, com a punição dos responsáveis. No texto, o grupo também repudia a homofobia e alerta para os riscos de se naturalizar o ódio como método de intimidação política.

A Esquerdantina se colocou à disposição da família de Marcelo para prestar assistência e afirmou que o episódio deixou os integrantes profundamente abalados. A reportagem procurou a Secretaria da Segurança Pública para obter mais informações sobre as diligências e aguardava retorno até a publicação desta matéria.

O caso gerou repercussão entre grupos políticos e de defesa dos direitos da população LGBTQIA+, que cobram celeridade nas investigações. Até o momento, não há confirmação oficial sobre prisões ou identificação de suspeitos.

A Polícia Civil de Santos deve instaurar inquérito para apurar as circunstâncias da agressão e a eventual motivação do crime. Testemunhas que estavam no local podem ser ouvidas nos próximos dias. A família de Marcelo ainda não se pronunciou publicamente sobre o caso.

A morte cerebral de Marcelo foi confirmada por meio de exames protocolares realizados no hospital. A data e o local do velório não foram divulgados até a tarde deste domingo. A reportagem segue acompanhando o desenrolar das investigações e eventuais desdobramentos.

O Metrópoles mantém contato com as autoridades e com a família para atualizar as informações sobre o caso. Novas informações serão acrescentadas assim que confirmadas.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/jovem-internado-apos-agressao-em-ato-de-esquerda-em-sp-tem-morte-cerebral

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